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Visigodos, um povo guerreiro da era Lusitana de Portugal

Por | 30 abril, 2011 as 6:35 pm | 4 comentários

 

Entre os anos de 416 a 418 de nossa era, chegou à “Lusitânia” um povo invasor, os “Visigodos”, eles eram do centro da Europa, da Germânia e o seu nome derivava dos godos ou seja eram os “Godos do Oeste”, era um povo guerreiro bárbaro e fizeram frente ao império romano, então dominador das regiões ibéricas.
Como sempre aconteceu na história da humanidade, em todos locais, terras, ilhas, países que foram descobertos e colonizados, os primitivos povos das regiões sofreram invasões de outros povos, que após muitas eras se enturmaram com os locais e daí derivavam para novos tipos de habitantes.
Na Lusitânia aconteceu também, porque desde os tempos primordiais dos “Celtas” enturmaram-se com os “Iberos” e formou-se o povo “Celtibero”. Os “Visigodos” invadiram a “Lusitânia” já no período do declínio do império romano e conseguiram fazer um papel importante desde a sua invasão até o ano de 711, quando chegaram outros invasores, os Mouros, que vieram do norte da África e expulsaram definitivamente os romanos e portanto, nesse periodo do declínio romano, por 250 anos os “Visigodos” formaram o “Reino dos Visigodos”, que ia do sul da Lusitânia a parte central toda da “Hispânia” e parte da França (Gália).
Como nessas épocas invasoras, havia a luta de bárbaros contra bárbaros, os romanos aproveitaram-se disso e incentivaram os visigodos a invadirem a península ibérica, na tentativa de expulsarem outros invasores, os suevos, os vândalos e os alamos e eles conseguiram vencer os alamos e os vândalos, no entanto com o suevos a luta foi muito difícil e que chegou a durar 1 século. O domínio dos Visigodos chegou a durar 300 anos, todavia, eles não se enturmaram muito com os romanos, uma vez que eles não eram católicos e sim arianos e o casamento entre as raças era proibido e tão somente no ano de 589 o Rei dos Visigodos aderiu ao cristianismo.
Já no ano 654, eles criaram o “Código Visigótico” e que seria aplicado para todos os povos da península ibérica, todavia, não teve a repercussão desejada pelos seus coordenadores, no entanto, nesse período da invasão visigótica é que fincou-se o início da sociedade medieval lusitana ou seja de uma formação clero, nobreza e povo. O “Clero” era o primordial dessa era, onde a sabedoria era dentro da igreja, mesmo porque, o visigodo não recebia instrução cultural adequada, já a nobreza comandava a vila do campo, mas, não pessoalmente, porque nessa era romana, o nobre não ia ao campo e sim os comandados, esse cidadão visigodo era na realidade de um timbre guerreiro, e o povo era o que trabalhava nos campos.
Os visigodos julgavam-se superiores aos lusitanos, hispânicos e romanos e eles, de cultura diferente, desempenhavam uma função social superior sobre os outros povos e dirigiam tudo, porque era o povo dominador, bem como, só eles tinham os deveres militares e assim sendo eles detinham as armas.
Os romanos recebiam a educação literária e com os visigodos não houve vestigios de escolas, bibliotecas, como nada existiu de centros de cultura visigótica, mas, com certeza esse povo guerreiro deixou no DNA do povo romano, lusitano, mouro o seu fruto invencível guerreiro e deixou no cerne português um ser invencível que conseguiu correr mundos e mundos sem fim, como é do conhecimento da humanidade.
Vestígios “visigóticos” na Espanha e em Portugal ficou em várias igrejas, bem como, nomes de pessoas até hoje, e foram eles que fundaram muitas cidades, não só na Lusitânia e na Espanha, mas, em outros países europeus, sendo ainda a sua maior virtude, o “Direito Visigótico”, que em latim era “Liber Iudiciorum”, foi um código que prestou-se a formar uma legislação que foi usada em toda península Ibérica na éra cristã da idade média e que foi usada até as grandes descobertas portuguesas nos seus primeiros 500 anos.
Assim sendo, todos nós lusitanos, portugueses e luso-descendentes temos no nosso DNA um pouco desse povo guerreiro que em épocas longínquas contribuiu para a formação futura do povo português, que com as formações dos Celtas, lusitanos, romanos e mouros, contribuíram para a formação de um povo maravilhoso, para a honra e glória do nosso querido e eterno PORTUGAL.

Adriano Augusto da Costa Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.





 

4 respostas para “Visigodos, um povo guerreiro da era Lusitana de Portugal”

  1. Bolly disse:

    5 estrelas, texto muito bom.

  2. xabby disse:

    Maravilhoso!!!!!!!!!!!!!!11

  3. lili disse:

    adoreiiiiiiii esse site è dimais

  4. Ricardo de Sá Ferreira disse:

    Da cidade do Rio de Janeiro, carrego o sobrenome “de Sá”, de origem visigótica, o que me carrega de um certo orgulho. Nossa pesquisa genealógica sofre do mal que acomete muitos ramos familiares que vieram para o Novo Mundo, pois, quando aqui chegavam, imbuídos do sentimento nativista, abandonavam seus sobrenomes europeus e adotavam os de língua nativa ou, também, se enveredavam para o interior viravam Silva _selva em Latim_, e se ficavam no litoral eram rebatizados com sobrenome Costa. Existe alguma controvérsia acerca desta última possibilidade.

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