Os nomes existentes de pessoas em Portugal e Brasil e suas derivações

No fim do século 15, provavelmente por volta do ano 1498, a Espanha expulsou os judeus de seu território, calcula-se que em torno de 100 mil pessoas, e como a mesma fazia fronteira com o Norte de Portugal nas regiões de Trás-os-Montes, essa população expulsa do território espanhol adentrou a antiga província de Trás-os-Montes.
Todavia o Rei de Portugal na ocasião não aceitou essa invasão e prometeu expulsar os judeus para a África, porém os sacerdotes judaicos ponderaram alegando que existia um número elevado de crianças e os expulsados traziam uma quantidade grande de ouro, que poderiam ceder para permanecerem em território português.
Mediante essas afirmações, os Reis de Portugal cederam e da mesma forma fizeram uma exigência, na qual os cidadãos judeus tinham que mudar de “Religião” e bem como, trocar os seus nomes. Os judeus aceitaram essas condições e tornaram-se os “CRISTÃOS NOVOS”, frequentavam as Igrejas Católicas, porém continuavam a exercer em suas casas a religião judaica.
Da mesma forma os cidadãos judaicos iam aos cartórios para registrar os seus novos nomes, uma vez que optaram por Nomes de animais, plantas e frutas, e por essa razão temos nomes como PEREIRA, MOREIRA, LARANJEIRA, LIMA, LIMEIRA, OLIVEIRA e outras frutas, e SILVA, SILVEIRA e outros derivados de plantas, e os LEÃO, FORMIGA, PINTO, COBRA, e outros animais.
Portugal também já havia expulsado de seu território os MOUROS, que haviam no ano de 711 invadido a Península Ibérica e expulsado os Romanos, mas, muita gente preferiu ficar em território português ao invés de retornar para a África, à Mauritânia e ao Marrocos, e da mesma forma os Reis de Portugal deram a ordem para que todo cidadão MOURO que praticavam a religião Muçulmana que fizessem o mesmo que os Judeus e tornaram-se também “cristãos novos”. E eles adotaram também outros nomes de locais, profissões, e a partícula “al” (artigo o) e temos nomes como CAMPOS, DA COSTA, FERREIRA, ALCANTARA, ALMEIDA, ALBERTO, ALCIDES, ÁLVARO e outros.
Como em tudo existe a evolução, também aconteceu no PORTUGAL dessas épocas seculares, e praticamente após um século, já havia uma quase completa união entre judeus e mouros, casamentos entre raças, mesmo porque todos eram CRISTÃOS NOVOS, e com o passar do tempo as novas gerações se acostumaram a essas transformações.
Evidentemente que hoje em dia nada mais existe nesse contexto, e ninguém com esses nomes, que é uma quantidade enorme de pessoas tanto em PORTUGAL como no BRASIL, não sabem dessas consequências. Por exemplo, a minha avó materna tinha o nome LIBÓRIA DE OLIVEIRA, e a minha avó paterna o nome de MARIA JOAQUINA DA COSTA, o que seria naqueles tempos seculares uma mistura de judeus e mouros, bem lembrados que os MOUROS não eram ÁRABES e sim MUÇULMANOS.
Como nessas regiões de Trás-os Montes, por séculos ficou essa mistura de raças, documentos e casas, peças e instrumentos derivados e feitos por esses povos judaicos e mouros, hoje após 500 anos ainda restam muitas peças e ali em CARÇÃO/ VIMIOSO foi inaugurado um MUSEU JUDAICO, por incentivo do mestre da cultura brasileira, Dr. David Léo Levisky, médico formado pela Escola Paulista de Medicina, psiquiatra, professor e analista didata da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, e no ano de 2011 esteve a meu convite na região de CARÇÃO, e por ele ser descendente de judeus se interessou por essa região fantástica histórica e escreveu um livro lançado pela Livraria Cultura, “ENTRE ELOS PERDIDOS”, na qual de uma forma fantástica faz menções à essa terra inusitada no contexto mundial histórico, inclusive nesse livro cita as peculiaridades acontecidas em séculos e séculos sobre tudo que aconteceu inusitadamente na região de Trás-os-Montes.
Hoje em dia não quer dizer que os nomes citados as pessoas sejam judeus e mouros, mesmo porque com a mistura secular das raças, também haviam restos dos CELTAS, GODOS, VISIGODOS, ÁLAMOS, IBEROS e então nessa mistura racial surgiu o povo português, estendido para o Brasil, porque houve também a inclusão dos povos africanos, e bem como de outras raças europeias, mas fica o exemplo acontecido, como no BRASIL, a mistura de raças, a raça portuguesa, a raça africana e a raça indígena. E tudo para honra e glória do ETERNO PORTUGAL.

 

Adriano Augusto da Costa Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.

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