O aspecto lendário de Trás-os-Montes

Por Adriano Augusto da Costa Filho

O Aspecto “lendário “ de Trás-os-Montes, em Portugal, tem o encanto das “Lendas Orientais” e cumpriu a sua função emotiva ao longo de três milênios, alentando o coração humano no sentido de transcendência e o desenvolvimento da sua razão de ser, como consequência do conhecimento da cultura diferenciada de seu povo.

Desde séculos e séculos anteriores, a grande miscigenação de raças, as mais qualificadas, como os Celtas, Godos, Visigodos, Álamos, Romanos e Mouros, sendo que os Romanos que dominaram a Península Ibérica, não conseguiram dominar Trás-os-Montes. Só depois de 500 anos é que entraram em acordo com os Romanos e com os Celtas, eles os Lusitanos adquiriram a sua cultura e, bem depois, só no ano 711 de nossa Era é que os Mouros entraram nas suas entranhas e assim sendo esse emaranhado de raças deram a Trás-os-Montes uma terra de sonhos, é o que vem a ser especial em terras lusas de nossa época.

Estamos no Século 21 da Era do Calendário Gregoriano e em contraponto com a Era do Calendário Juliano, com diferenças de anos nos Calendários, nesta “Era de Cetecismo” tudo é encarado como natural, tudo é evolução, porém ali em Trás-os-Montes encontramos uma perspectiva histórica e humanística inigualável, sempre mostrando o que ela realmente é, na beleza e encantamento de seus aspectos lendários, onde encontramos mestres escritores , poetas, músicos e religiosos, todos imbuídos no sentido de mostrar ao mundo a beleza incomensurável de um povo lendário, haja vista, a quantidade de livros dali saídos.
Publicações maravilhosas como “Carção, a Capital do Marranismo” de António Julio Andrade e Maria Fernanda Guimarães, “Carção, um pedacinho do Reino Maravilhoso” de Sofia Geronimo, e em 2010 um Livro fantástico sobre as gentes emigrantes de Trás-os-Montes para França e outros países “Destinos Jogados em Vidas a Salto” de Francisco da Costa Andrade, carçonense e residente em Maia.

No ano de 2010, uma publicação fantástica feita pelo Dr. David Léo Levisky, com o seu livro “Entre Elos Perdidos”, ele brasileiro e médico formado pela Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo, ao lêr um artigo meu no Jornal Mundo Lusíada sobre essas regiões, resolveu ir fazer uma visita a Trás-os-Montes, e verificando “ in loco” sob as minhas explicações dessas realidades, escreveu esse livro maravilhoso de quase 400 páginas, relatando tudo que viu e as belezas históricas da região trasmontana, e imensos parabéns a esse mágico da escrita.

Em Carção, Trás-os-Montes houve uma revista editada pelo carçonense “Paulo José Fernandes Lopes” uma revista espetacular, de primeiro mundo, relatando tudo – e com fotos sensacionais – a vida trasmontana de Carção e Vimioso, e após esse período a mesma está sendo editada por outros membros trasmontanos de Carção.

Nas Aldeias Trasmontanas, encontramos as mais bonitas demonstrações culturais, com apresentações de livros, revistas, cantos individuais, coletivos, cantos religiosos, procissões e o maravilhoso folclore, cidades como Bragança que é o elo inicial de Trás-os-Montes e acompanhada por inúmeras cidades e imensos nomes de Aldeias, Juntas de Freguesias e Vilas.

Com certeza milhares de Trasmontanos emigraram para o Brasil e com suas habilidades culturais, poéticas, musicais e de escrita e editores, montaram clubes e conjuntos folclóricos em quase todo território brasileiro, mormente em São Paulo, Rio de Janeiro, Santos, Campinas e em outros Estados Brasileiros e na Capital de São Paulo, como este JORNAL MUNDO LUSÍADA, por obra do Mestre Jornalista ODAIR SENE e a Jornalista VANESSA SENE, e temos também a CASA DE PORTUGAL DE SÃO PAULO, com seu imperdível conjunto Folclórico e com o maior auditório do Brasil.

Todos os Grupos Folclóricos de São Paulo e de todo Brasil não caberiam neste espaço e todos contribuindo pelas coisas portuguesas e luso-descendentes, bem como, brasileiros e de outros povos cada vez mais se apaixonam pelas coisas lusitanas. Muitas dessas paixões e sonhos com certeza emanados de PORTUGAL e bem como também das terras lusitanas de TRÁS-OS-MONTES.

 

Por Adriano Augusto da Costa Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.

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