Moçambique, Uma viagem espetacular para um mundo português

 

Como foi uma viagem de um brasileiro, luso-descendente até Moçambique, um dos 8 países de Língua Portuguesa e de uma forma clara e simples nos mostra os ditames dessa viagem, detalhando de uma forma espetacular o que vem a ser esse mundo que os portugueses um dia o colonizaram e o entregaram para as futuras gerações, o ilustre JOSÉ ÁLVARO PEREIRA AMARAL, paulistano e residente em Santos, há já algumas décadas, foi lá e nos relatou essa viagem fantástica.
Ao fazer essa viagem em companhia de sua esposa Salete, Amaral, uma pessoa de uma cultura avançada, ex-delegado de polícia em várias cidades do Estado de São Paulo, na Capital e encerrando sua carreira na Baixada Santista, e membro de entidades de porte internacional, pode observar com clareza como existe a vida nessa antiga colônia lusa e também em sua capital MAPUTO.
Para lá chegar, disse Amaral, há que se fazer conexão em Johanesburgo, cidade que liga o sul da África com todo o mundo conhecido, saindo de lá pegou-se outro avião da empresa “South Africa” que partiu para a antiga capital Lourenço Marques, hoje Maputo, palavra extraída das línguas “bantus” que existem entre eles.
Num aeroporto moderno, porém pequeno, mas funcional, contendo uma ala internacional, o avião da South África que fez a conexão era um modelo da Airbus, já antigo, que na realidade roncava como um caminhão F.M.N. subindo a serra e debalde os fortíssimos ventos na região pousou em Maputo com segurança.
Chegando a Maputo, a primeira impressão é que aquela cidade que foi planejada na era lusitana, ainda conserva aspectos muito lindos, porém, hoje não apresenta uma maior evolução, onde por falta absoluta de recursos e opções de trabalho não há muita observança de conceitos e observação às leis, carros são estacionados em calçadas sem que haja qualquer tipo de fiscalização e multas. Todavia, o povo moçambicano é de uma extrema delicadeza, mormente com os brasileiros a quem recebem sempre com um sorriso acolhedor.
A cozinha moçambicana é muito variada, farta e barata, porém o custo de vida é muito grande, a inflação devora toda economia, o que dificulta a compra de alimentos.
No aspecto trabalhista, o seu filho MARCO, brasileiro, que presta serviços através de uma empresa contratada, que está desevolvendo um projeto da empresa brasileira Vale do Rio Doce, voltada para minérios, chineses estão lá também construindo um porto de dimensões internacionais e que prometem ser um dos maiores do mundo, bem como, indianos que devem construir uma ferrovia portentosa para dar vazão ao minério. Na cidade falta ainda a reconstrução de muitas propriedades do tempo da independência e o trabalhador moçambicano é diferente do trabalhador brasileiro. O brasileiro tem em mente a “corrida” para a construção, uma vez que, eles moçambicanos são pessoas mais simples e muitas vezes até inocentes, e para se ter uma idéia da dificuldade de desenvolver-se um trabalho, os maquinistas são treinados no Brasil.
O cidadão moçambicano é em síntese uma pessoa alegre e de bom coração e se a cidade não apresenta um bom aspecto, não é o caso com as pessoas, que são asseadas e de boa aparência. Já as mulheres moçambicanas, Amaral notou que ao contrário das mulheres de muitos países ocidentais, pelo menos na cidade que reside em Santos, que as mulheres baixam os olhos quando passam outras pessoas, mormente, os homens, as moçambicanas olham de frente com altivez, sem receio de uma “cantada masculina”, o que parece que o baixar de olhos não faz parte da cultura delas.
Para termos um idéia do que veio a ser uma refeição em um restaurante, Amaral, disse que foi num deles e que no cardápio pediu um “sanduíche” hamburguês, achando que iria vir uma coisa simples, no entanto, veio um prato retangular com 40 centímetos de comprimento por 20 de largura, com duas metades de pão de espessura cada um e neles pousavam acintosamente dois “bifes” com 3cm de espessura, cada um com uma fatia de abacaxi, um molho delicioso, com exagerada quantidade de batatas fritas, uma variação de molhos, azeite, vinagre e temperos locais, o que o fez pensar ao pagar a conta que com tanta coisa para comer, o preço era comparado com 3 ou 4 pasteis de feira aqui no Brasil.
Portanto, essa descrição enviada pelo Amaral, que é assinante do jornal MUNDO LUSÍADA, nos dá uma idéia do que vem a ser uma antiga colônia portuguesa e como todos sabem, Moçambique foi uma colônia de Portugal desde a era das navegações até 1975, quando obteve a independência. Portugal deixou um país com uma estrutura razoável, sendo a sua capital Maputo, a antiga Lourenço Marques, como o segundo porto da África, com 3 linhas férreas, ligando o país a África do Sul, ao Zimbabwe e a Zuazilândia, um aeroporto internacional, o Palácio da Ponta Vermelha, a Catedral de Maputo, a Estação Ferroviária e ainda o museu de História Natural, o qual está muito bem montado. Hoje a capital Maputo tem 2 milhões de habitantes.
Evidentemente a língua falada pelos moçambicanos está entre o português do Brasil e o original de Portugal, e assim sendo Moçambique honra um dos 8 países de Língua Portuguesa, para honra e glória do nosso querido e eterno Portugal.
 

Adriano Augusto da Costa Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.

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