Clube Português de São Paulo – a saudade e a recordação eterna

Por Adriano Augusto da Costa Filho

No ano de 1920, foi fundado em São Paulo o “Clube Português de São Paulo”, por obra meritória de diversos portugueses e brasileiros. A idéia e o ideal era conservar e transmitir a maravilhosa música portuguesa, o folclore português, grupo de danças portuguesas e a biblioteca dos mestres lusitanos e na cidade de São Paulo, o que foi conseguido com a fundação do clube, onde centenas e milhares de portugueses e brasileiros se associaram.
A sua sede ficou na Av. São João, esquina do Vale do Anhangabaú em um prédio com vários andares, onde tinha a Portaria, Biblioteca, salão de jogos, salão de bilhares, de esgrima, pingue-pongue , ginástica e um grandioso salão de festas, onde aconteciam os bailes mensais e os bailes semanais.
O clube em 40 anos tornou-se um dos maiores clubes sociais e esportivos da Capital Paulista, sendo que, nos 40 anos até 1960, permaneceu nas dependências desse prédio na Av. São João, todavia o mesmo havia sido doado por esse período ao Clube Português por um cidadão português, de nome “J.MOREIRA” proprietário de uma firma J.Moreira Tecidos, cujo termino da doação se deu no dia 31 de dezembro de 1960 completando os 40 anos e que afinal o prédio passaria para a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, o que aconteceu com o prazo até 31 de Janeiro de 1961.
Eu como associado inscrição nº 934 datada de 27/03/52, frequentava o clube e onde por convite da direção tornei-me na época membro do Conselho Fiscal, o que me permitiu acompanhar todos os acontecimentos com o final da sede da Av. São João e consequentemente a mudança para o bairro das Perdizes.
Em reunião da diretoria, no começo de Janeiro de 1961, ficou resolvido que o Clube Português, dono de um terreno na Av. da Liberdade, venderia o mesmo e compraria uma casa para poder o clube voltar ali as atividades, o que foi feito e adquirida uma casa no bairro das Perdizes na Rua Turiassú e onde o clube voltou
a funcionar, com portaria e escritório, uma sala de jogos, carteado e uma biblioteca, sendo que, o prédio tinha ao lado anexo um terreno.
Com o funcionamento do clube, outro cidadão português, creio que se não funcionar certa a memória e de nome Izidro Santos Rosa, me perdoe esse dono da Loja da China na Rua São Bento, o qual comprou outra casa no mesmo quarteirão do clube e a doando ao clube e da mesma forma fazendo o novo prédio maravilhoso.
Nesse período o Clube Português lançou os títulos sociais, após vender o prédio adquirido em 1961, sendo que eu adquiri 3 (três) títulos, o Familiar e 2 (dois) individuais e para as filhas Dora e Vera, as quais desde a infância frequentavam as domingueiras infantis do clube, sendo que ao final da década de 1980/90 eu sai de associado e hoje eu guardo com carinho os títulos do clube, as carteirinhas de associados pelas belas recordações do passado, quando não perdíamos os bailes, as domingueiras dançantes e os bailes infantis.
Neste inicio do século 21, o clube teve problemas internos e praticamente deixou de apresentar os famosos bailes, as apresentações folclóricas que tanto “olor de flores” apresentavam aos associados e aos membros da colônia portuguesa, aos descendentes lusitanos e aos brasileiros, e que esse passado ficou encerrado para sempre e tão somente pela saudade eterna, de um tempo que passou e que não volta mais, o qual sempre honrou o nosso querido e eterno Portugal!! Adriano Augusto da Costa Filho – sócio do Clube Português nº 934. Brasileiro pelo sol e português pelo sangue!

 

Por Adriano Augusto da Costa Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.

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