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Após morte de jovem com sarampo, presidente pede que pais pensem na saúde dos filhos

Por | 19 abril, 2017 as 11:21 am | Nenhum comentário

Mundo Lusíada
Com Lusa

Uma jovem de 17 anos morreu com sarampo, um dia depois das autoridades portugueses terem admitido um estado de epidemia no país. A jovem que estava no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, não estava vacinada, revelou o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes.

O Presidente português apelou aos pais para pensarem na saúde dos filhos e dos outros concidadãos para que o Estado não tenha que recorrer “a meios obrigatórios de intervenção” na questão do sarampo.

Durante uma cerimônia de 111 anos do Edifício Sede da NOVA Medical School, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa referiu-se à jovem de 17 anos, pela qual foi feito um minuto de silêncio no início da sessão.

“A minha terceira palavra [pedagogia] dirige-se sobretudo aos pais e aos encarregados de educação portugueses, que serão os primeiros a compreenderem os seus deveres para com os seus filhos, pensando na saúde deles e pensando na saúde dos filhos dos outros portugueses, dos demais concidadãos, num espírito de solidariedade social”, apelou.

Na opinião do Presidente da República, “é a capacidade para compreender isso que permite ao Estado, à administração pública não ter de recorrer a meios obrigatórios de intervenção, acreditando na compreensão de todos para aquilo que são problemas não apenas de saúde individual, mas de saúde pública em Portugal”.

“Penso que é devida nesta casa, que é uma casa de ciência, de investigação, de profundidade e de serenidade, uma palavra de confiança e de serenidade dirigida à comunidade portuguesa. Enfrentar as questões da saúde exige da parte de todos serenidade e confiança”, enfatizou ainda.

Marcelo Rebelo de Sousa começou por se associar “ao pesar pelo falecimento de uma jovem numa idade que é de alguma maneira tão promissora”. Um pesar “partilhado por toda a comunidade portuguesa”, considerou.

A jovem de 17 anos que morreu com sarampo não estava vacinada. “A jovem não estava protegida do ponto de vista imunitário”, disse o ministro a imprensa.

De acordo com uma nota do Centro Hospitalar de Lisboa Central, a que pertence o Hospital Dona Estefânia, a jovem morreu “na sequência de uma situação clínica infecciosa com pneumonia bilateral – sarampo”.

Na conferência de imprensa na Direção-Geral da Saúde, o ministro manifestou solidariedade para com os pais da jovem que morreu e sublinhou a importância da proteção, frisando que a vacinação “é segura e eficaz”.



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