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Crônica: Páscoa 2017

Por | 7 abril, 2017 as 9:43 am | Nenhum comentário

JoaoLuz_SantoAntonioPrezados leitores
Vivenciamos mais uma quaresma nos conduzindo para o grande acontecimento da ressurreição de Cristo, num convite para a reflexão sobre o mistério de um pai que compadecido, ouvindo gemidos dá humanidade, oferece seu único filho para a redenção. Plano arrojado brotando de um coração que é tido misericórdia.
Jesus que vivia em Nazaré partilhando dons com os jovens de sua época sabia o que a escritura anunciava pela boca de profetas. No tempo marcado, parte para junto do povo. Percorre vilas, lugarejos, cidade, mistura-se com as autoridades judaicas e romanas e compreende o alcance de sua missão: levar todos ao Pai.
Seu jeito simples de viver, seu modo diferente de falar, sua firmeza no agir, tudo isso, foi contagiando uns e outros. Por onde andava, ele chamava parceiros dispostos a deixar tudo para segui-lo.
Jesus ensinava nas sinagogas, acolhia os que o buscavam e distribuía curas, alívio nas dores, enxugada os prantos. Grandes multidões se acotovelavam para ouvi-lo, beber de sua palavra, a orientação para tantos desencontros. Leprosos eram curados, cegos enxergavam, paralíticos andavam. Ele passava fazendo o bem.
A pedagogia divina do homem de Nazaré despertava a inveja daqueles que sabiam todas as leis, mas colocavam fardos pesados nos ombros dos outros. Ele quebrava todos os ritos, respondendo com pequenas lições as censuras dos que o olhavam, procurando nele alguma culpa. Comer com os pescadores, permitir que aquela mulher lavasse seus pés e os enxugasse com seus cabelos, constituíam atitudes em desacordo com os princípios dos sacerdotes, dos anciãos, dos guardadores do Templo.
Este homem deve morrer, pois subleva o povo, provoca insurreição, não atende as ordens de Roma. Nos bastidores do poder, uma forte organização montou esquema de perseguição e o dinheiro foi um dos caminhos para se chegar ao fim desejado.
Judas, discípulo descomprometido com o Mestre, foi um instrumento útil de transação criminosa. Entregou aquele que o recebeu em sua companhia. O Jardim das Oliveiras foi o cenário da luta, da entrega total: “Pai, se possível afasta de mim este cálice, mas faça-se a tua vontade”. Jesus condenado, injuriado, maltratado, vestiu o manto do escárnio, aceitou a coroa de zombaria, sofreu duros golpes e fez o caminho da cruz. Maria, a mãe dolorosa, ia com ele.
Jesus morreu, a terra estremeceu, as trevas cobriram o céu. Pregado na cruz, já sem forças, ainda prometeu ao bom ladrão um lugar no paraíso. Vitória para os que não quiseram a salvação. Tudo acabado, túmulo fechado, guardas de prontidão.
Mas um pai não deixa os filhos órfãos, não abandona o projeto de amor e Jesus Cristo rompeu as cadeias do mal, anulou todas as sentenças perversas e empunhando a bandeira da paz deixou caídos os lençóis e ressuscitou! Reina vivo, juntou-se aos seus. Maria e os apóstolos, mergulhados em profunda oração, foram revigorados pela saudação que ainda hoje, nos alcança em todas as horas: “A paz esteja com vocês”.
Boa viagem

 

Por João Aparecido da Luz
Advogado, escritor, cronista de viagens – Email: joao.daluz@terra.com.br
Autor dos livros “Diário de Viagens” – Editora Scortecci
“Dicas de Viagens” – JAL Edições



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