Presidente Bolsonaro anuncia isenção de vistos para China

Da Redação

Em viagem à Ásia, o presidente Jair Bolsonaro anunciou neste dia 24, em Pequim, a isenção de vistos para entrada de chineses no Brasil. A medida também foi um pedido da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) que aponta o país asiático com um dos principais alvos para estimular a vinda de turistas estrangeiros para o país.

A China é o país que mais emite turistas para o mundo, com 141 milhões de chineses viajando ao exterior anualmente. Este número deve ultrapassar a marca dos 300 milhões em 2030, tornando o país asiático o principal alvo do setor. Atualmente, 60 mil chineses visitam o Brasil por ano. O foco da isenção será lazer e negócios.

O presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, comemorou a decisão. “É um passo importantíssimo para o nosso projeto de expandir o número de turistas estrangeiros que visitam o Brasil. Vimos o sucesso que a isenção teve em outros países como os Estados Unidos, por exemplo”.

Há quatro meses, o Governo Federal decidiu isentar países estratégicos. Dados preliminares apontam o crescimento da entrada de turistas americanos, canadenses e australianos em 25%. “O turista internacional movimenta a economia e gera empregos. É preciso estimular sua vinda ao Brasil e, apesar das críticas, vemos o sucesso da medida”.

Bolsonaro anunciou ainda que está estudando estender a medida para turistas indianos. “Já há estudos e vamos conversar sobre isso mais para frente”, concluiu o presidente da República, que está em viagem oficial ao Oriente.

De acordo com pesquisa feita pelo Ministério do Turismo, metade dos japoneses que desembarcaram no Brasil em 2018, tinham nos negócios, eventos e convenções a principal motivação da viagem. Vinte e oito por cento esteve no Brasil a Lazer. Destes, 67,2% vieram motivados pela natureza, ecoturismo ou aventura, enquanto 18,9% foram atraídos pela cultura.

Empresários

Pequim é o segundo país no giro presidencial pela Ásia e Oriente Médio. A China é o maior parceiro comercial do Brasil e também um dos principais fornecedores de investimento em áreas cruciais, como infraestrutura e energia, prioridades do governo. Em 2018, o fluxo de comércio com o país asiático alcançou a marca histórica de US$ 98,9 bilhões.

O primeiro compromisso de Bolsonaro foi uma visita à Grande Muralha da China. Em seguida, o presidente e os ministros se reuniram com empresários chineses em um evento organizado pelo presidente da Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.

Na China, mais ministros brasileiros se juntaram à comitiva presidencial, como a da Agricultura, Tereza Cristina, e o de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Os dois já estavam no país em reuniões com autoridades e empresários para tratar de oportunidades e aprofundamento das relações comerciais.

Para Albuquerque, a abertura do mercado de gás no Brasil, por exemplo, deve atrair mais investimentos chineses. “No setor de mineração, há empresas chinesas fazendo investimento no Brasil, principalmente na área de fosfato e nióbio e também de petróleo e gás, com exploração tanto no off-shore quanto no on-shore, em terra e no mar. E acreditamos que agora, com a abertura do mercado de gás, a China terá uma importante participação, principalmente na infraestrutura nesse importante setor, para a reindustrialização do país”, disse, em vídeo divulgado nas redes sociais da Presidência.

Nesta manhã, o presidente Jair Bolsonaro participou do Seminário Empresarial 45 anos construindo laços bilaterais, dirigido a empresários brasileiros e chineses. À tarde, no Grande Palácio do Povo, estiveram previstos encontros com o presidente Xi Jinping, com o primeiro-ministro Li Keqiang e com o presidente da Assembleia Nacional Popular, Li Zhanshu, bem como uma cerimônia de assinatura de atos bilaterais. À noite, está previsto jantar a ser oferecido pelo presidente Xi Jinping em homenagem ao presidente brasileiro.

Em seus encontros, os presidentes devem revisar os principais aspectos da agenda bilateral, inclusive o processo de atualização do Plano Decenal de Cooperação (2012-2021) e de modernização da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), o principal mecanismo de coordenação e acompanhamento das relações entre os dois países.

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