Dezenas de pessoas assinalam 500 dias de prisão de Lula em Lisboa

Arquivo: Protesto em Lisboa.

Da Redação
Com Lusa

Segundo divulgou a agencia Lusa, cerca de quatro dezenas de pessoas concentraram-se no dia 20 na Praça Luís de Camões, em Lisboa, assinalando 500 dias de prisão do ex-Presidente brasileiro Lula da Silva e pedindo sua liberdade.

“Nós estamos a defender que Lula possa ser libertado, que o processo possa ser anulado”, afirmou à Lusa Pedro Prola, luso-brasileiro que pertence ao Coletivo Andorinha e ao Núcleo do Partido dos Trabalhadores (PT) de Lisboa.

“O Presidente Lula foi objeto de um processo que foi acelerado como nenhum outro processo na Lava Jato e foi incluído na Lava Jato através de contratos da Petrobras que depois saíram do processo. É uma situação completamente anômala”, acrescentou.

Para Evonês Santos, 40 anos, da coordenação do Núcleo do PT de Lisboa, é “superimportante reivindicar a liberdade do ex-Presidente Lula, porque se ele estivesse livre, teria concorrido às eleições” presidenciais de 2018.

“O Presidente Lula foi preso porque era o primeiro colocado em todas as pesquisas de opinião [sondagens] e venceria Bolsonaro [Jair Bolsonaro, atual Presidente do Brasil] se fosse a eleições”, acusou Pedro Prola.

Lula da Silva cumpre uma pena em regime fechado atualmente estipulada em oito anos e 10 meses de prisão na cidade de Curitiba desde 07 de abril do ano passado, por corrupção.

A sentença voltou a gerar polêmica depois da divulgação de mensagens de autoridades do Brasil após a intercepção de conteúdos de telemóveis de atuais membros e ex-responsáveis da Operação Lava Jato.

Maurício Moura, do Diálogo e Ação Petista, grupo afeto ao PT, afirmou já não acreditar no Estado de Direito no Brasil.

“Se se prende uma pessoa sem trânsito em julgado, sem esgotar as instâncias (…), não se tem confiança na lei, porque a lei não funciona”, disse durante a concentração em Lisboa.

Na terça-feira passada, dia 13 de agosto, a defesa de Lula da Silva entregou um pedido de liberdade no Supremo Tribunal Federal (STF), argumentando falta de isenção dos procuradores da Operação Lava Jato, considerando mensagens divulgadas pelo portal jornalístico The Intercept Brasil.

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