Paraolimpíada traz menos medalhas que 2004

Por Emídio Tavares Mundo Lusíada

Estela Silva/Lusa Portugal

>> Firmino Baptista (E) participa na eliminatória dos 200 metros (T11), durante os Jogos Paralímpicos de Pequim, 11 Setembro de 2008, em Pequim.

Portugal se despediu dos Jogos Paraolímpicos de Pequim com sete medalhas, cinco a menos que na edição de Atenas, em 2004. Ao longo da Paraolimpíada, alguns atletas questionaram as condições de preparação da seleção de atletismo, mas o presidente da Federação de Desporto para Deficientes (FPDD) afirmou que o plano de preparação foi feito em conjunto por atletas e técnicos.

Além das medalhas, conquistadas na natação, atletismo e bocha (5 pódios fizeram de Portugal o país com mais medalhas na modalidade), muitos atletas lusos deixam Pequim com novos recordes pessoais e nacionais. O desempenho foi considerado positivo pelos responsáveis da modalidade, devido ao elevado nível da competição.

O atleta português de Vale de Cambra, João Paulo Fernandes, deu a 1ª medalha de ouro a Portugal nas Paraolimpíadas de Pequim, ao vencer na final da Bocha (categoria BC1), eminentemente lusa, o seu compatriota Antonio Marques, que assim também angariou para os lusos a medalha de prata.

Em 12 de setembro, mais três medalhas para Portugal na bocha. A dupla Fernando Pereira e Bruno Valentim chegou a final da categoria BC4 contra uma dupla brasileira, ficando com a prata. Os brasileiros Dirceu Pinto e Eliseu Santos acordaram cedo para treinar e trabalhar os pontos fracos dos portugueses. “Eles têm uma pontaria muito boa. Treinamos um tempo só a primeira bola, para já começar atrapalhando a outra dupla” contou Dirceu.

Já na categoria BC1-2, quarteto de pares mistos, a seleção portuguesa, composta pelo medalha de ouro e pelo medalha de prata (da categoria individual) e mais Cristina Gonçalves e Fernando Ferreira, chegou a finalíssima contra a Grã-Bretanha e também levou a prata. E por fim, na categoria BC3 de pares mistos, Eunice Raimundo, Armando Costa e Mario Peixoto superaram a equipe da Tailândia, ficando com o bronze. Saldo altamente positivo para a bocha lusa.

O dia trouxe mais uma medalha de prata para Portugal, desta vez no atletismo, aonde Luis Gonçalves, depois de chegar em 3º lugar nos 400m, foi promovido ao segundo posto após o chinês Li Yansong, que tinha ficado com o ouro, ser desqualificado. Na natação, a medalha foi de bronze para o atleta João Martins, nos 50m costas S1.

Uma grande festa no estádio Ninho de Pássaro encerrou os Jogos Paraolímpicos, com um total de sete medalhas portuguesas, 1 ouro, 4 pratas e 2 bronzes. “Queríamos que a participação dignificasse o país e fosse um ato de superação e isso foi atingido”, afirmou Humberto Santos, presidente da FPDD.

Entre os países lusófonos, o Brasil ficou mais a frente no ranking, quebrando recorde com um total de 47 medalhas e na 9ª posição no quadro de medalhas. Os brasileiros conquistaram 16 ouros, 14 pratas e 17 bronzes. Angola esteve representada por seis atletas e saiu de Pequim com três medalhas de prata. Nestes jogos, os deficientes visuais tiveram medalhas criadas especialmente para eles, em braile.

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