Portugal quer transferir conhecimento da Universidade para empresas e vencer produtividade

Da Redação

O Ministro Adjunto e da Economia de Portugal, Pedro Siza Vieira, presidiu à apresentação de um projeto que tem como objetivo transferir conhecimento produzido na Universidade do Minho e outras entidades do Sistema Científico Nacional para mais de meia centena de empresas de Guimarães, chamado I9G.

Na cerimônia, que decorreu na cidade de Guimarães, Siza Vieira afirmou que Portugal tem de centrar o seu investimento na inovação e na qualificação dos recursos humanos, para enfrentar para os desafios da nova economia.

A maioria das empresas participantes apresenta níveis modestos de interação com entidades de pesquisa e desenvolvimento, disse o Ministro. “A capacidade de levarmos o conhecimento que se produz nas universidades para as empresas é condição decisiva para ganharmos a batalha da produtividade”.

O projeto apresentado é um “exemplo de inovação” de âmbito regional para o setor industrial. Prevendo um investimento de 200 milhões de euros, visa requalificar 500 trabalhadores desempregados e 2.000 trabalhadores das empresas e criar 500 novos empregos qualificados.

O projeto visa ainda contribuir para o aumento das exportações das empresas aderentes em 100 milhões de euros, segundo o governo.

O I9G pretende ser um novo modelo de cooperação entre municípios e universidades, aproximando os planos acadêmico e empresarial, como um elo dinamizador na inovação da economia local.

O programa inclui 53 empresas, que empregam 4 500 pessoas e que, em 2018, exportaram 64% da sua produção, o que traduziu 275,9 milhões de euros ao ano. O seu volume de negócios é superior a 434 milhões de euros por ano.

Brexit

Siza Vieira afirmou ainda a sua convicção de que Portugal conseguirá “superar com sucesso” as dificuldades provocadas pela eventual saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit).

Portugal tem de “esperar pelo melhor mas preparar-se para o pior” declarou. “Os empresários têm de estar conscientes das dificuldades que podem surgir de um Brexit” sem acordo, “mas, tal como enfrentamos outras dificuldades maiores no passado, havemos de conseguir superar com sucesso esta, se ela se vier a concretizar”.

Portugal já criou o plano de contingência para acudir aos efeitos do Brexit, tendo ainda ontem o Conselho de Ministros aprovado uma proposta de Lei sobre direitos dos britânicos residentes.

O plano inclui nomeadamente uma linha de financiamento às empresas exportadoras cujo principal mercado é o britânico “para poderem procurar novos mercados ou adaptarem-se aos novos controles alfandegários que possam ser necessários”.

Siza Vieira referiu ainda a “promoção muito intensa” de Portugal no Reino Unido, para “colocar na consciência dos consumidores britânicos” a excelência dos produtos portugueses e a ideia de que Portugal é “um país amigo, muito preparado para colaborar com o Reino Unido no futuro”.

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