Governo aprova Estratégia Açoriana para a Energia 2030

Da Redação
Com Lusa

A Região Autônoma dos Açores vai ter uma estratégia para a energia, tendo como horizonte o ano de 2030, e alinhada com o programa regional para as alterações climáticas e a política energética nacional, europeia e internacional.

A Estratégia Açoriana para a Energia 2030, da responsabilidade do Governo Regional dos Açores, cuja elaboração foi aprovada recentemente em Conselho do Governo, visa, segundo uma portaria publicada no Jornal Oficial da região, a “garantia da segurança de abastecimento, a redução dos custos de energia e das emissões de gases de efeito de estufa”.

De acordo com o executivo açoriano, para se atingir estas metas serão tidos em consideração “três princípios orientadores”, tendo por base a suficiência energética, a eficiência energética, a descarbonização da eletricidade – através da substituição de fuelóleo e gasóleo por fontes de energia renovável – e a eletrificação de setores dependentes da importação de combustíveis fósseis.

Para o governo socialista dos Açores, pretende-se dotar a região de uma estratégia para a energia no horizonte 2030 que “responda às necessidades de uma região insular, arquipelágica e ultraperiférica” e “explore as potencialidades oferecidas pelos recursos endógenos, pelas novas tecnologias, alinhada com os compromissos nacionais e internacionais”.

A portaria refere que a energia desempenha um “papel fundamental na transição para uma economia de baixo carbono e na construção de um modelo de desenvolvimento sustentável baseado nos princípios da economia circular”.

A estratégia vai permitir desenvolver as políticas públicas no âmbito da energia em duas fases, a primeira das quais pretende “realizar o diagnóstico, estabelecer cenários e projeções no âmbito da energia para os Açores no horizonte 2030”.

A segunda fase da Estratégia Açoriana para a Energia 2030 contempla a aprovação dos respectivos objetivos e metodologias, e deve estar concluída no prazo máximo de 18 meses.

Para acompanhamento do processo de elaboração da estratégia é criado um grupo de trabalho coordenado pela direção regional da Energia, envolvendo departamentos governamentais, a Associação de Municípios da Região Autônoma dos Açores, Câmara de Comércio e Indústria dos Açores, Universidade dos Açores, entidades inscritas no Registro Regional de Organizações Não Governamentais de Ambiente e Associação de Consumidores da Região dos Açores.

Renováveis

A diretora regional da Energia está satisfeita com a taxa de penetração das energias renováveis no sistema energético dos Açores, mas pretende aumentar este valor e reduzir a dependência da região de combustíveis fósseis.

Considerando que o arquipélago se encontra numa fase “muito interessante” face à integração de fontes renováveis no sistema elétrico, Andreia Carreiro declarou à agência Lusa que, apesar de satisfeita com os resultados atuais, pretende-se “muito mais através de uma maior integração destas [fontes renováveis], da redução da dependência externa de combustíveis fósseis e emissões com gases de estufa”.

Andreia Carreiro destacou que os Açores possuem um potencial endógeno “muito rico” para alcançar os objetivos a que se propõe no âmbito da EAE, através do aproveitamento das novas tecnologias, pretendendo-se obter “resultados excepcionais” que permitam que a região seja um “exemplo para todo o mundo”.

A responsável admitiu que a geotermia vai continuar a desempenhar um papel importante nesta área, daí que tenha que continuar a ser valorizada, exemplificando que esta fonte de energia registrou um crescimento de 14% no primeiro semestre deste ano.

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