CPLP diz haver segurança na Guiné-Bissau para eleições

Da Agencia Lusa

Pedro Sá da Bandeira/Lusa Portugal

>> Apresentação da recandidatura do Presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza, às eleições presidenciais de Outubro, em Maputo, Moçambique, 18 de Junho de 2009.

O chefe da missão de observadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) às eleições de 28 de junho disse que o clima “de alguma insegurança” que se vive na Guiné-Bissau não vai influenciar a realização das votações.

“Sabemos que o clima é de alguma insegurança, mas creio que essa insegurança não vai influenciar as eleições propriamente ditas”, disse à Agência Lusa Albertino Bragança, que já no próximo sábado estará em Bissau para chefiar a missão da CPLP as eleições guineenses.

“Se os próprios guineenses se pronunciaram no sentido de que se deveria manter a data das eleições é porque consideraram que essas eleições são muito relevantes para a vida sociopolítica do país e certamente viram que havia condições de segurança para que ela se possa realizar”, acrescentou o deputado são-tomense.

Em referência ao envio de uma força de estabilização para a ex-colônia portuguesa, Bragança considera que isso “poderia assegurar a estabilidade na Guiné-Bissau, poderia dar mais confiança aos cidadãos e aos investidores”.

Entretanto, ele considera “que antes de mais é preciso atender o desejo dos guineenses”.

“A Guiné-Bissau é um país soberano, vive momentos de instabilidade, mas o envio de forças estrangeiras para um país não pode ser feito à revelia da vontade das autoridades desse país”, diz o chefe da missão de observação da CPLP.

Mas reafirmou que “poderia ser benéfica, na medida em que tropas estrangeiras pudessem garantir a estabilidade, a segurança. Mas os guineenses conhecem a sua própria situação, vivem a realidade e são eles os detentores da sua soberania”.

Bragança disse que logo que chegar à capital guineense, o seu primeiro ato será consultar uma missão técnica da CPLP que já se encontra no país africano, para em seguida encontrar-se com a comissão eleitoral da Guiné-Bissau.

A missão da Comunidade dos Países Língua Portuguesa na capital guineense vai durar 15 dias, sendo uma semana antes das eleições e outra depois das votações.

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