Cabo Verde como a “janela do mundo para África”

Da Redação
Com Lusa

A empresária angolana Isabel dos Santos declarou que Cabo Verde é “a janela do mundo para África” e identificou a educação e a saúde como áreas atrativas para investimentos futuros.

Isabel dos Santos falava durante a Conferência “Cabo Verde: Desafios do futuro”, organizada pela delegação da agência Lusa em Cabo Verde, com o apoio do Governo cabo-verdiano, para debater o futuro da economia cabo-verdiana.

A empresária, que tem investimentos na área das telecomunicações em Cabo Verde, reconheceu que há algum tempo que não visitava o país, onde identificou sinais de desenvolvimento que elogiou.

“É um grande prazer estar de volta e constatar que as coisas estão a mudar e a evoluir. Há ‘shoppings’ onde não havia, hotéis, novos restaurantes, pontos turísticos a visitar. Sinto que há uma mudança positiva e que Cabo Verde está em movimento”, disse.

Assumindo-se como uma pessoa que acredita que “é importante termos um plano para preparar o futuro”, Isabel dos Santos enalteceu o papel que Cabo Verde pode desenvolver na costa atlântica.

Além das telecomunicações, referiu a área da educação, dizendo que “Cabo Verde tem todas as condições para ser um lugar acadêmico onde as famílias africanas podem enviar os seus filhos para estudar, porque as universidades são boas, é um país seguro e com um certo nível de vida”.

Também ao nível da saúde, Isabel dos Santos disse que o arquipélago tem todas as condições para ser “uma plataforma de turismo de saúde”.

A empresária concluiu que Cabo Verde é hoje “a janela do mundo para África” e, não ignorando as dificuldades que o país atravessa, referiu que estas “podem ser uma vantagem”.

E defendeu: “Cabo Verde pode virar-se para os mercados africanos e ajudar a partilhar as suas experiências ao nível, por exemplo, da saúde e da inovação tecnológica ao serviço das pessoas”.

Na quinta-feira, Isabel dos Santos anunciou a atribuição de dez bolsas de mérito a alunos da Universidade de Cabo Verde, no final da conferência em que ofereceu dezenas de exemplares do livro ‘Como conduzir uma negociação’.

Para se candidatarem, os alunos têm de estar inscritos num curso de graduação da Universidade de Cabo Verde, ter média de pelo menos 16 valores, escrever uma carta motivacional, fazer uma entrevista e entregar uma carta de referência, para além da apresentação de um comprovativo do rendimento familiar.

No final do curso, é garantido “acesso a estágio curricular na Unitel T+ ou em outras entidades parceiras, possibilidade de futuro acesso direto a empresas parceiras e prioridade nos processos de recrutamento”.

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