Presidente entrega Prêmio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa 2009

Da Redação Com agencias

Foto Cotec Portugal

Os vencedores desta edição do Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa, organizado pela COTEC com o Alto Patrocínio do Presidente da República, foram Manuel Eduardo Vieira e Paulo Taylor de Carvalho. O presidente português Anibal Cavaco Silva entregou os prêmios na segunda, 08 de junho,

O prêmio destina-se a galardoar e divulgar publicamente cidadãos portugueses que se tenham distinguido pelo seu papel empreendedor, inovador e responsável, no contexto das sociedades de acolhimento, que refletem a diversidade e a riqueza da diáspora portuguesa no mundo atual.

Dos 67 candidatos ao Prêmio Diáspora 2009, cuja faixa etária se situa entre os 36 e 69 anos de idade, há representantes de todos os continentes, sendo a Europa e o continente americano os de maior expressão em termos de número de candidaturas. No que respeita à atividade desenvolvida pelos candidatos, numa grande diversidade em termos de setores abrangidos, destaca-se o empresarial e financeiro, a restauração e turismo e a investigação.

Os vencedores Manuel Eduardo Vieira, 63 anos, emigrou para os Estados Unidos em 1972, depois de 10 anos no Brasil, e integrou-se na empresa do tio que se dedicava à cultura de batata-doce na Califórnia. Mais tarde adquiriu a A.V. Thomas Produce que ocupa atualmente a liderança de mercado na distribuição de batata-doce da Califórnia e é o maior produtor e distribuidor de batata-doce biológica do mundo. A empresa emprega 700 trabalhadores e tem um volume de negócios de 36 milhões de Euros.

Vieira tem procurado aos longo destes anos responder às necessidades dos consumidores e inovar na sua área de atividade, um desses exemplos é a embalagem de batata-doce preparada para micro-ondas. Neste momento, encontra-se a construir o Hiper Mercado nas Lajes do Pico. É ainda fundador e presidente da Sociedade Filarmónica Lira Açoriana e da Casa dos Açores de Hilmar. Foi delegado na Convenção Democrata em 2008 e foi considerado “ Empreendedor do Ano” pela Câmara de Comércio da Califórnia.

Paulo Taylor de Carvalho, 32 anos, tem formação em Engenharia Eletrotécnica e trabalhou, ao longo do seu percurso na Holanda, em várias empresas de informática. Fruto da solidão em que se encontrava na Holanda, começou por “brincar” ao instalar num telemóvel um MSN. Em 2004, juntamente com outros dois sócios, fundou a Ebuddy, que tem atualmente 40 trabalhadores, fatura cerca de 2 milhões de Euros em publicidade e conta com mais de 70 milhões de utilizadores. A empresa tem atualmente escritórios em Londres e em São Francisco.

Carvalho tem sido um dinamizador dentro das redes sociais, nomeadamente a rede TheStarTracker (TST), tendo sido um dos fundadores dos TST Holanda.

De acordo com Filipe de Botton, Presidente do Júri, "os exemplos das candidaturas dão-nos energia para acreditar que há muito a construir para reforçar esta ligação. As diásporas, onde gostaria de destacar as empresariais, devem desempenhar um papel determinante na extensão e na projecção do país. O seu apoio à internacionalização de empresas portuguesas ou à dinamização na inovação em rede representam um valor incalculável e que tem vindo a ser desprezado. Este prémio pretende mudar o estado das coisas".

Em sua intervenção, o presidente português citou homens e mulheres que saíram do país, mas que têm “alargado a grandeza do nome de Portugal por toda a parte”, conquistando posições de relevância nos países de acolhimento, mas que nunca esqueceram a sua origem, o seu berço e o orgulho de terem nascido em Portugal”.

Assinalando a importância da obra destes portugueses para o desenvolvimento e afirmação da imagem de Portugal perante si próprio e perante o mundo, o presidente da República incentivou-os a prosseguirem o esforço, incluindo nele a língua portuguesa, sem nunca perderem a ligação a Portugal. “É meu firme propósito continuar a contribuir para que os portugueses residentes no estrangeiro e os luso-descendentes possam aumentar a sua participação cívica e política e reforçar os laços que os unem a Portugal”, declarou. “As diásporas são muitas vezes a guarda avançada dos países no mundo” e Portugal necessita “hoje mais do que nunca” da ajuda da sua diáspora.

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