Rio de Janeiro vai ser Capital Mundial da Arquitetura em 2020

Rio de Janeiro. Museu de Arte em Niterói.

Da redação
Com Lusa

A cidade do Rio de Janeiro foi designada Capital Mundial da Arquitetura em 2020, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), anunciou a entidade, na sua sede, em Paris.

O anúncio daquela que será a primeira Capital Mundial da Arquitetura, na presença de Thomas Vonier, presidente da União Internacional dos Arquitetos (UIA), surge na sequência de uma parceria firmada entre a UNESCO e a UIA, no sentido de designar uma capital mundial da arquitetura, que deverá acolher o congresso mundial da União dos Arquitetos, evento que decorre a cada três anos.

O objetivo é que a Capital Mundial da Arquitetura se torne, em 2020, um fórum de debates sobre os desafios globais na perspectiva da cultura, do patrimônio mundial, do urbanismo e da arquitetura.

Neste sentido, o Rio de Janeiro irá ser palco de uma série de eventos sob o tema “Todos os mundos. Só um mundo”, para promover o 11.º objetivo da Agenda Internacional 2030 para o Desenvolvimento Sustentável: “Tornar as cidades e aglomerados humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis”.

A UNESCO, a UIA e as instituições locais vão organizar atividades para promover projetos que envolvem arquitetos e urbanistas, assim como responsáveis políticos, instituições sociais e profissionais de outros setores, incluindo artistas e escritores, num espaço de diálogo criativo e inovador.

Organização não-governamental com sede em Paris, a União Internacional dos Arquitetos (Union Internationale des Architectes, em francês) foi fundada em Lausana, na Suíça, em 28 de junho de 1948, logo após o final da II Guerra Mundial, com o objetivo de unir e representar os arquitetos de todo o mundo, independentemente da nacionalidade, raça, religião ou opção arquitetônica, bem como de federar as suas organizações nacionais.

A UIA – presidida pelo norte-americano Thomas Vonier – reúne atualmente organizações profissionais de 123 países e territórios, representando mais de 3,2 milhões de arquitetos em todo o mundo.

Mazelas

O Rio promete não esconder as suas “mazelas”, como primeira capital mundial da arquitetura, disse a responsável pelo departamento de Urbanismo.

“O Rio de Janeiro, ao ser capital da arquitetura, vai abrigar uma quantidade de palestras, seminários e exposições que não serão apenas das belas arquiteturas da cidade e do mundo, mas também as nossas mazelas. O futuro do urbanismo será o foco desse debate que será organizado durante todo o ano de 2020”, disse à Lusa Verena Andreatta, secretária municipal de Urbanismo do Rio de Janeiro.

Verena Andreatta substituiu o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, na declaração oficial da cidade brasileira como capital mundial da arquitetura em 2020, em Paris.

O prefeito brasileiro enviou uma mensagem em vídeo, na qual relembrou a relevância história do Rio de Janeiro e os 400 anos de história da cidade.

“Por ter sido porto e capital do Brasil durante mais de dois séculos, e sede de grandes eventos, reúne ícones arquitetônicos que conformam um acervo de marcos únicos na sua relação com o espaço urbano. Da região portuária, ao Palácio Capanema, ícone da arquitetura moderna, é possível passear por quatro séculos da história da arquitetura mundial”, referiu Crivella, na sua mensagem.

“Com uma população crescente, com muitos jovens, uma população com muitas necessidades e com muitas pessoas que vivem em circunstâncias difíceis. Pode a arquitetura resolver estes desafios, ao mesmo tempo que protege a rica herança existente e a beleza natural? O Rio tem todos os atributos para ser uma maravilhosa primeira capital mundial da arquitetura”, disse ainda Thomas Vonier, em Paris.

A diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, também não esteve presente na sessão, fazendo-se representar por Ernesto Ottone, subdiretor geral da Cultura da UNESCO, que mencionou a perseverança do Brasil em conseguir este título.

A cidade espera ainda um aumento no número de turistas no próximo ano, acolhendo potencialmente mais de 25 mil pessoas vindas especificamente para a iniciativa.

“O Rio de Janeiro vai receber mais de 25 mil visitantes só com esta iniciativa que dinamiza o turismo, gera empregos e rendimento”, acrescentou ainda Verena Andreatta.

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