Presidente visita a China em abril e anuncia memorando sobre “Uma Faixa, uma Rota”

Presidente da China Xi Jinping acompanhado de sua esposa Peng Liyuan e o presidente de Portugal Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belem, 4 Dezembro. JOAO RELVAS/LUSA

Mundo Lusíada
Com Lusa

Durante visita oficial do presidente chinês, o Presidente português anunciou a assinatura de um memorando de entendimento bilateral sobre a iniciativa chinesa de investimento em infraestruturas “Uma Faixa, Uma Rota” e uma visita à China no próximo ano, também nesse quadro.

Marcelo Rebelo de Sousa falava no Palácio de Belém, após um encontro com o Presidente chinês, Xi Jinping, que adiantou depois que o chefe de Estado português irá estar presente na segunda edição do fórum “Uma Faixa, Uma Rota” e fará uma visita de Estado à China, em abril.

O Presidente de Portugal considerou que a sua deslocação à China em 2019, “correspondendo a convite acabado de formular” por Xi Jinping, e “a assinatura de um memorando de entendimento” sobre a iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” simbolizam a parceria entre os dois Estados.

“Simbolizam bem a parceria que desejamos continuar a construir, com diálogo político regular e contínuo, a pensar no muito que nos une”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

Presidente defende “equilibrar o investimento estrangeiro” e contrapõe ideia de “invasão chinesa”

Multilateralismo

Marcelo Rebelo ainda defendeu que China e Portugal podem trabalhar em conjunto pela valorização do direito internacional, desde logo, nas Nações Unidas, pelo multilateralismo e pelos direitos humanos.

Marcelo Rebelo de Sousa falava na Sala das Bicas do Palácio de Belém, no primeiro dia de uma visita de Estado a Portugal, concentrada em Lisboa, que termina na quarta-feira.

O chefe de Estado referiu que os dois países estão “longe em termos geográficos” e têm “aliados muito diferentes”, mas defendeu: “Isso não nos impede de trabalharmos em conjunto para a valorização do papel do direto internacional, das organizações internacionais, a começar nas Nações Unidas”.

“Nem de defender o multilateralismo, os direitos humanos, a resolução pacífica dos conflitos. Nem de apoiarmos o livre comércio e as pontes de entendimento entre Estados e povos. E estarmos em permanência atentos ao ambiente e às alterações climáticas”, acrescentou.

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