Primeiro caso confirmado na Alemanha, 2º país europeu com diagnóstico coronavírus

Da Redação
Com Lusa

O primeiro caso de contaminação pelo novo coronavírus detetado na China foi confirmado na Alemanha, anunciou na segunda-feira à noite o ministério da Saúde da Baviera.

“Um homem da região de Starnberg foi infectado com o novo coronavírus” e “está sob vigilância médica e em isolamento”, informou um porta-voz do ministério em comunicado.

O paciente está “clinicamente em boas condições”, adiantou o porta-voz sem dar detalhes. Os familiares do doente foram informados dos sintomas que podem aparecer em caso da doença, assim como das precauções relativas à higiene que devem tomar.

O ministério não deu nenhuma indicação sobre quem é o doente ou as circunstâncias em que poderá ter sido infetado pelo coronavírus.

A Alemanha torna-se, assim, o segundo país da Europa com a confirmação da presença do coronavírus, após três casos em França, confirmados na semana passada.

Nesta terça-feira, a Comissão Europeia anunciou que poderá disponibilizar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, usado para catástrofes naturais, para possibilitar o repatriamento de cidadãos da União Europeia (UE) na China, devido à situação de alarme causada pelo novo coronavírus.

“O Centro Europeu de Prevenção e Controle das Doenças está a discutir com os Estados-membros ações para resposta imediata, incluindo a utilização do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, se for solicitado por um dos países”, declarou o porta-voz da Comissão Europeia para a gestão de crises, Balazs Ujvari.

Falando na conferência de imprensa diária do executivo comunitário, o responsável precisou que, se o Mecanismo Europeu de Proteção Civil for ativado a pedido de um Estado-membro, “poderá ser usado para o repatriamento de cidadãos europeus na China”.

Também através deste instrumento, o centro europeu “poderá disponibilizar […] apoio logístico para o transporte de medicamentos e equipamentos médicos entre os Estados-membros”, bem como “transporte de equipamento especializado destinado ao despiste do vírus”, adiantou Balazs Ujvari.

Até ao momento, de acordo com o porta-voz, o executivo comunitário não recebeu “qualquer pedido” para ativação deste mecanismo, normalmente usado para inundações e incêndios.

O Governo português já anunciou que quer retirar por via aérea os portugueses retidos em Wuhan, cidade chinesa de onde é originário o coronavírus.

Num comunicado dirigido na segunda-feira aos cerca de 20 portugueses que residem na cidade, a embaixada portuguesa esclareceu que iniciou “de imediato todos os passos” para proceder à retirada por via aérea, recorrendo a um avião civil fretado “que vos vá buscar a Wuhan e dali vos leve diretamente para Portugal”.

Situada no centro da China, a cidade de Wuhan foi colocada na semana passada sob uma quarentena de facto, com saídas e entradas interditas pelas autoridades durante período indefinido, apanhando os residentes de surpresa.

O Governo português estudou inicialmente uma retirada via terrestre para Xangai, no leste da China, de onde os portugueses voariam para Portugal.

No entanto, a passagem por terra necessitaria das autorizações das províncias que separam Hubei de Xangai, o que levaria mais tempo e exigiria que os cidadãos portugueses fossem colocados sob quarentena num desses territórios antes de saírem da China.

O Governo português equaciona ainda realizar aquela operação em conjunto com os esforços de evacuação de outros países da UE, dentro do mecanismo europeu previsto para este tipo de situações.

A região de Wuhan encontra-se em regime de quarentena, situação que afeta 56 milhões de pessoas.

A China elevou para 106 mortos e mais de 4.000 infectados o balanço do novo coronavírus detectado no final do ano em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).

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