ONU alerta sobre impacto dos smartphones no meio ambiente

Da Redação

Os smartphones revolucionaram o dia a dia das pessoas. De mensagens instantâneas à interação global de fácil acesso, a comunicação hoje em dia é rápida, eficiente e de baixo custo. Mas quais são os impactos destes equipamentos no meio ambiente?

De acordo com Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, somente em 2016, cerca de 435 mil toneladas de telefones celulares foram descartadas ao redor do mundo, com um custo estimado de matéria-prima de US$ 10,7 bilhões.

A agência destaca que aproximadamente 80% da pegada de carbono dos smartphones ocorre durante o processo de produção, 16% é ligada ao uso pelo consumidor e 3% ao transporte. Na medida em que aumenta a demanda por estes equipamentos, a vida útil deles diminui.

Cada vez mais aparelhos sofisticados são descartados e a concorrência acirrada leva empresas a produzirem o próximo, o melhor, o mais fino e telefone mais inteligente. Como diz o especialista do Pnuma, Feng Wang, “o tempo de duração dos smartphones está ficando cada vez mais curto”.

Reciclagem
Wang aponta que todos “podem fazer a sua parte, reciclando, revendendo ou redirecionando os smartphones com organizações responsáveis.”

Mas, o especialista acredita que “apenas reciclando e comprando menos novos modelos não resolverá o problema.” Wang alerta que “o ritmo de substituição dos smartphones devido ao desenvolvimento tecnológico e à estratégia de mercado é insustentável, gerando com frequência lixo desnecessário de aparelhos funcionando perfeitamente.”

Para o Pnuma, deixar os telefones realmente inteligentes significa, além de reciclar e redirecionar os materiais utilizados na produção, fazer com que eles durem.

Segundo a agência das Nações Unidas, importantes representantes na indústria de tecnologia têm dado grandes passos para melhor suas práticas. Mas, questões ambientais, sociais e econômicas, particularmente em relação a direitos humanos, permanecem sobre a extração de metais preciosas em geral.

Componentes
Ouro, prata, cobalto, estanho, tântalo, tungstênio e cobre são todos componentes essenciais de telefones celulares e outros equipamentos eletrônicos de uso diário. O Pnuma aponta que como a mineração é uma das que mais utiliza óleo combustível pesado, a extração contribui significantemente para a mudança climática.

De acordo com a agência, os smartphones estão entre os produtos que têm a utilização mais intensiva de recursos por peso no planeta.

Mesmo assim, empresas publicam poucas informações sobre seus fornecedores, mantendo desempenhos ambientais e impactos longe da vista. Para o Pnuma, existe uma falta de urgência e transparência ao lidar com a questão do lixo eletrônico.

Apesar dos valiosos materiais com que trabalha, a indústria eletrônica gera até 41 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano. Menos do que 16% do volume de lixo eletrônico no mundo é reciclado no setor formal.

O Pnuma destaca ainda que lixo eletrônico, que são equipamentos elétricos como computadores, telefones celulares, televisores e refrigeradores, também emitem mercúrio tóxico, arsênico, chumbo-zinco e retardadores de chama bromados.

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