Em Lisboa, milhares de estudantes gritam “Não há planeta B”

Estudantes portugueses associados ao movimento #Schoolstrike4climate#, exibem uma faixa onde se lê “A Terra Esgotou A sua Paciência – E Nós Também” durante manifestação para exigir que a crise climática seja uma prioridade governamental, em Lisboa, 15 de março de 2019. Nascido na sequência da intervenção de uma jovem sueca, Greta Thunberg, que protestou a partir de agosto em frente ao parlamento com o cartaz em que se lia “School Strike for Climate”, o movimento desencadeou manifestações em vários pontos do globo, chegando agora o apelo para um dia de ação global. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Da Redação
Com Lusa

Milhares de estudantes estiveram nesta manhã a desfilar do Largo Camões até à Assembleia da República, em Lisboa, num protesto para exigir dos políticos ações contra as alterações climáticas e no qual gritam que “não há planeta B”.

Empunhando cartazes onde se lê “A Terra esgotou a sua paciência e nós também”, “Justiça climática já”, ou ainda “Estado de Emergência”, os jovens desfilam e gritam palavras de ordem entre as quais a mais reclamada é: “Não há Planeta B”.

Entre as várias mensagens espalhadas ao longo da marcha encontram-se também cartazes com palavras em inglês como por exemplo “We are skipping our lessons to teach you one (estamos a faltar às aulas para te dar uma [aula].

Pelas 11:45 (horário de Lisboa), os estudantes chegaram à Assembleia da República onde estão concentrados junto à escadaria num protesto ruidoso.

António Tonga, 25 anos, um dos muitos estudantes que hoje se associaram a este protesto disse à Lusa que o problema das alterações climáticas está a tornar-se secundário “temos de olhar para as alterações climáticas como um problema incontornável que vai boicotar o futuro de todos, por isso pedimos a ajuda dos políticos para resolver um problema que já devia ser resolvido há muito tempo”.

“Não podemos ter o futuro hipotecado, temos de salvar o planeta”, retorquiu.

Também Mónica Vicente de 21 anos, que veio de Aveiro com os amigos para estar presente no desfile em defesa do clima, afirmou à Lusa que se tem “de mudar a forma como se trata o planeta, isso só se muda se mudarmos o sistema capitalista”.

Os estudantes juntaram-se hoje no Largo do Camões, em Lisboa, onde cerca das 11:00 começaram a desfilar em direção à Assembleia da República.

Empunhando cartazes onde se lê “A Terra esgotou a sua paciência e nós também”, “Justiça climática já”, ou ainda “Estado de Emergência”, os jovens desfilam e gritam palavras de ordem entre as quais a mais reclamada é: “Não há Planeta B”.

Entre as várias mensagens espalhadas ao longo da marcha encontram-se também cartazes com palavras em inglês como por exemplo “We are skipping our lessons to teach you one (estamos a faltar às aulas para te dar uma [aula].

Esta greve estudantil mundial tem como lema “fazer greve por um clima seguro” e culmina uma série de manifestações semanais iniciadas no ano passado pela sueca Greta Thunberg, 16 anos, nomeada para o prêmio Nobel da paz.

Jovens de mais de 100 países fazem nesta sexta-feira manifestações exigindo medidas para conter o aquecimento global. No Brasil, estão previstos atos em Brasília e em seis estados, entre eles o Rio de Janeiro, onde jovens farão um protesto nas escadarias da Assembleia Legislativa do Estado, no centro da cidade.

Em Portugal estão a decorrer protestos durante a manhã em mais de 20 cidades.

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