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Brasil reconhece cursos de engenharia e arquitetura portugueses

Por | 10 junho, 2013 as 4:00 pm | 18 comentários

Mundo Lusíada
Com Lusa

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas (D), cumprimenta o seu homólogo do Brasil, António Patriota, durante a cerimônia de assinatura de acordos bilaterais de educação entre os dois paises, esta tarde no Palácio das Necessidades em Lisboa, 10 de junho de 2013. MIGUEL A. LOPES / LUSA

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas (D), cumprimenta o seu homólogo do Brasil, António Patriota, durante a cerimônia de assinatura de acordos bilaterais de educação entre os dois paises, esta tarde no Palácio das Necessidades em Lisboa, 10 de junho de 2013. MIGUEL A. LOPES / LUSA

Os cursos de engenharia e arquitetura portugueses vão ser reconhecidos pelo Estado brasileiro que assinou, neste 10 de junho, no Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa o acordo com Portugal. “O Brasil vai passar a reconhecer os cursos de arquitetura e engenharia, depois de um ano de intenso trabalho diplomático” disse à Lusa a fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

O acordo sobre o reconhecimento dos cursos põe fim a um longo processo e vai ser firmado no Palácio das Necessidades em Lisboa pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, pelo ministro das relações Exteriores do Brasil, António Patriota e conta com a presença dos ministros da Educação dos dois países.

Este acordo é assinado no quadro da visita da chefe de Estado brasileira, Dilma Rousseff que se encontra a cumprir uma visita oficial a Portugal.

O protocolo firmado entre Portugal e o Brasil permite a qualquer graduado em Engenharia ou Arquitetura nas universidades portuguesas, pré ou pós Bolonha, ver reconhecido o seu diploma do outro lado do Atlântico.

O protocolo firmado entre as universidades portuguesas e 14 universidades federais brasileiras entre em vigor no final do mês e julho e irá “agilizar o reconhecimento dos respetivos diplomas tanto em Portugal como no Brasil”, explicou à Lusa António Rendas, presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP).

“Cada licenciada tem o prazo máximo de 90 dias para ver reconhecido o seu diploma”, disse Rendas. Através deste protocolo 14 universidades federais brasileiras “passam a ter informação detalhada do que são os cursos de engenharia e arquitetura nas universidades portuguesas”, disse.

De fora do protocolo ficaram apenas os licenciados em Arquitetura Paisagística que “vai ser objeto de uma negociação posterior”, mas estão abrangidos 171 licenciaturas na engenharia e arquitetura clássica das universidades portuguesas.

António Rendas salientou o fato de que “ficou definida a metodologia que vai poder ser aplicada às equivalências de outras áreas do saber como Medicina ou farmácia”.

Referindo-se à primazia destes cursos, Rendas disse que corresponde a uma iniciativa das autoridades brasileiras e citou o ministro da Educação brasileiro, Aloizio Mercadante, segundo o qual, terá afirmado que o mercado brasileiro “precisa de dezenas de milhar de engenheiros e arquitetos”.

“A engenharia e a arquitetura portuguesas têm capacidade para responder a este desafio”, rematou.

A assinatura do protocolo foi hoje em Lisboa, no Ministério dos Negócios Estrangeiros, tendo estado presentes o ministro da Educação de Portugal, Nuno Crato e o seu homologo brasileiro, Aloizio Mercadante assim como reitores das universidades de Portugal e do Brasil.

O ministro da Educação do Brasil, Aloízio Mercadante (E), acompanhado pelo seu homólogo de Portugal, Nuno Crato, no Palácio das Necessidades em Lisboa,10 de junho de 2013. MIGUEL A. LOPES / LUSA

O ministro da Educação do Brasil, Aloízio Mercadante (E), acompanhado pelo seu homólogo de Portugal, Nuno Crato, no Palácio das Necessidades em Lisboa,10 de junho de 2013. MIGUEL A. LOPES / LUSA

Seguimento
O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros apelou às ordens profissionais dos engenheiros e dos arquitetos para darem seguimento aos acordos assinados.

“Nós tínhamos um problema, engenheiros portugueses muito qualificados que não conseguiam exercer a sua profissão no Brasil. Qual era a razão? O reconhecimento do seu título acadêmico. Em vez de nos pormos com microfones a protestar uns contra os outros, arregaçámos as mangas e pusemo-nos a trabalhar”, disse Paulo Portas que referiu que queria assinalar “este 10 de Junho com resultados práticos, no quadro da visita da Presidente Dilma Rousseff a Portugal”.

“Abre-se um caminho institucional, orgânico, com regras para que haja um sistema mais fácil de títulos acadêmicos onde existia um problema com engenharia e com arquitetura, embora por caminhos diferenciados”, acrescentou Paulo Portas que exortou as ordens profissionais dos respetivos setores a continuarem o trabalho diplomático que foi desenvolvido “com pragmatismo”, entre os dois países.

“O acordo entre as universidades e o passo que nós damos aqui é muito importante e espero que o mesmo sentido construtivo venha a existir entre as ordens profissionais dos dois países”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros.

“O título acadêmico está reconhecido, com regras. Não há razão para que os títulos não sejam reconhecidos e a possibilidade de exercício profissional não seja reconhecida”, sublinhou Portas.

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18 respostas para “Brasil reconhece cursos de engenharia e arquitetura portugueses”

  1. Lua disse:

    Cadê o Confea para impedir isto???? Querem resolver o problema do desemprego deles mandando seus cidadãos pra Cá. Estes portugueses não tem um pingo de vergonha na cara mesmo.

    • June disse:

      Já vocês Brasileiros têm muito que agradecer, recebem portugueses qualificados enquanto para cá enviam “especialistas” em bandidagem, em não saber fazer nada e falar muito e inundam este bravo país com “gente” que procura dar o golpe do baú casando por terras lusas… Nem vale a pena perder tempo nesta resposta. Ministro dos negócios estrangeiros, Dr Paulo Portas vamos dar pérolas a porcos!!!! Como diz o ditado…..Brasil sem a quantidade de emigrantes que tem por lá de todas as nacionalidades não evoluía ,,,,,

      • lua disse:

        Outra coisa June,

        Quem tem que agradecer São vocês que agora vão ter um mercado para trabalhar, pois o seu pais com um economia quebrada não gera empregos para seus cidadãos que tem que ir para outros cantos, inclusive para o Br, kkkk. Se para aí foram gente que não prestava, aqui também não fica atrás tem muito tuga aqui preso e ilegal tb , mas como vcs são tão insignificantes para o Brasil, nem assim damos ibope pra vcs. E vc tem a cabeça do típico português se acham superiores a tudo mas na verdade não são. prova disto e o lugar onde vcs estão hoje, um pais que já foi império hoje não tem sequer expressão nem na Europa.

      • lua disse:

        , Dr Paulo Portas vamos dar pérolas a porcos!!!! Como diz o ditado…..
        “O correto e mais decente seria;”
        , Dr Paulo Portas vamos agradecer se possível de joelhos A Dilma , ao Mercadante e ao maravilhoso POVO BRASILEIRO, que vão dar oportunidades e receber aos profissionais desempregados tugas de engenharia e arquitetura que para lá irão (disto não resta dúvida infelizmente)exercer a profissão e ser muito bem remunerado por ela (facto) e não vão ter que lavar sanitas nem varrer chão ,como fazem em alguns países aí mesmo da Europa, principalmente os recém formados. Agradeçam a bondade brasileira para com vcs.

      • Marcelo Leite Vanderlei disse:

        June (se esconde atrás do anonimato), eu como Brasileiro, não tenho nada a agradecer à Portugal. Escravidão, corrupção, guerras, violência, burocracia excessiva, pobreza, exploração das riquezas materias e humanas do Brasil, é o legado que Portugal deixou.

    • Pedro disse:

      Só uma pequena questão…
      Se o povo português está a tirar postos de trabalho ao povo brasileiro, se calhar, mas só se calhar, é porque o povo português tem melhores qualificações?
      Por isso é que eu vejo tantos brasileiros na minha faculdade. Eles perceberam que Portugal e as universidades portuguesas oferecem melhor qualificação e decidiram apostar na sua qualificação.

      • lua disse:

        Vocês não estão tirando posto de trabalho de ninguém a questão é que o BR formam se 30 mil ano e são necessários mais de 70 mil, ou seja falta profissionais, só que não acho que deva dar preferencia para tugas, como pagamos muito bem que tragam os melhores como ex, americanos, alemães ou outros não precisam ser necessariamente portugueses. OK

        • Paulo Barreto disse:

          Se quer alemães ou americanos, agradeço que me indique quantos são fluentes em português, e já agora, quanto iriam ter que receber para estarem dispostos a emigrar para o Brasil.

  2. Carlos disse:

    É FALSO !! Não haverá agilização no reconhecimento dos cursos, mas sim agilização no processo de avaliação dos cursos,o que em termos práticos vai dar no mesmo !!

  3. Tuga disse:

    O curso universitario portugues seria equivalente ao curso proffisionalizante do Brasil, muito deficiente, trazer tugueses? falidos e passando fome?

    • jaime disse:

      Que se saiba miseria é o que não falta no Brasil.É um País sem futuro, fundado na violência e bandidagem, alias sendo regra no mundo subdsenvolvido, que se saiba Portugal é um pais rico, e do Brasil não esperamos nada, fiquem com bem com essa desgraça, sem esperança.

  4. anónimo disse:

    Estes comentários metem-me asco, são racistas e acéfalos. Sim, sou português, os brasileiros têm muita origem na nossa cultura, como por exemplo, a língua, literacia. Indigna-me o facto de ainda se tratar as pessoas de forma racista e egoísta. Vocês têm muito trabalho aqui para fazer, friso, TRABALHO, não sei porquê esse racismo, ainda por cima com país de origem… talvez não de vocês, mas de muitos brasileiros, não tenho problemas com Inglês, Alemão, chinês, espanhol “Americano”, deve querer dizer, norte-americano, ou até Argentino, Paraguaio ou Africano.. etc… Somos um, estamos junto, até logo!

  5. Ruas disse:

    MÃO DE OBRA BARATA EXPORTADA DO LIXÃO DA EUROPA(TUGAL)

  6. Pedro disse:

    Paguei a um brasileiro os documentos para a sua legalização em Portugal, (terá dupla nacionalidade) para o homem poder trabalhar em Inglaterra, o que já acontece. Paguei e fiz bem em ajudar, tem filhos e mulher.

  7. leao disse:

    sou brasileiro e vejo com bons olhos essa parceria pois existe uma grande defasagem de engenheiros no brasil…muita procura pra pouco profissional e com isso equilibra o mercado de trabalho fazendo o brasil crescer! e assim ganham os dois países!!!

  8. Rual disse:

    SOU ENGENHEIRO NA GRANDE SÃO PAULO(REGIÃO MAIS RICA E DESENVOLVIDA DO BRASIL) E NÃO EXISTE UMA GRANDE DEMANDA POR ENGENHEIROS NÃO, NÃO SEI QUEM INVENTA QUE ESTAMOS CORRENDO ATRÁS DE ENGENHEIROS…IMPORTAR ENGENHEIROS PORTUGUESES…A HA HA HA!!! PIADA DE PORTUGUES MESMO!

  9. anonimo disse:

    dps de tudo que li achei tudo inutil tudo o que escreveram sou portuguesa e vivo no vosso brasil por enquanto realmente voces devem querer e engenheiros ou arquitetos da europa pq aqui esta tudo a cair as vossas formaçoes na faculdades daqui sao mto inferiores as de la digam o que disserem e em em relaçao a a emigrar se nao fosse portugal a receber todo emigrante brasileiro eles nao teriam nunca junto dnheiro pra construir o famoso barraco no pais de origem voces nao saben de na brasil ainda esta mto atrasado.coitados.nao vou gastar mais meu latim.

  10. Marcelo Leite Vanderlei disse:

    O governo comunista atual, do PT, já importou médicos cubanos, ao invés de criar formação no Brasil.Agora são os engenheiros que perderão os empregos, por causa da leva de engenheiros de Portugal. Já está mais que na hora de Portugal viver das próprias pernas. Faz séculos que vivem de exploração das colônias.

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