Governo português decreta luto nacional do dia do funeral de Freitas do Amaral

Da Redação
Com Lusa

O primeiro-ministro lamentou a morte do fundador e primeiro líder do CDS, Freitas do Amaral, e adiantou que o Governo vai decretar luto nacional no dia do seu funeral.

“Acabou de falecer um dos fundadores do nosso regime democrático. À memória do professor Freitas do Amaral, ilustre acadêmico e distinto Estadista, curvamo-nos em sua homenagem. Apresentamos à sua família, amigos e admiradores as nossas sentidas condolências”, refere uma nota do gabinete de António Costa.

Na mesma nota, adianta-se que “o Governo decretará luto nacional coincidente com o dia do funeral, o que será acertado nas próximas horas e de acordo com a indicação da sua família”.

A título pessoal, e como seu antigo colega de Governo, António Costa salienta que não pode deixar de recordar o muito que aprendeu “com o seu saber jurídico, a sua experiência e lucidez política e o seu elevado sentido de Estado e cultura democrática, que sempre praticou”.

CDS

A notícia da morte de Freitas do Amaral, fundador do CDS, foi esta quinta-feira recebida durante um almoço de campanha para as legislativas em Barcelos, Braga, e a líder centrista pediu aos militantes que cumprissem um minuto de silêncio.

No almoço, Assunção Cristas evocou o passado de Diogo Freitas do Amaral, como fundador, e “a coragem” necessária para defender as ideias do partido no período pós-25 de Abril de 1974.

Primeiro, pediu que se interrompesse o almoço para anunciar, aos presentes, que Freitas do Amaral tinha morrido e pediu um minuto de silêncio.

Cristas recordou o fundador – “a quem devemos a fundação do CDS” – e os tempos difíceis em foi criado o partido do Centro Democrático Social, juntamente com dirigentes como Adelino Amaro da Costa.

“Eu, enquanto presidente do CDS, só posso estar grata por esse trabalho, por essa coragem, tantas vezes debaixo da ameaça, tantas vezes debaixo de fogo”, disse.

A presidente centrista admitiu que houve momentos em que Freitas “se afastou mais do pensamento do CDS”, como quando foi ministro num governo do PS.

“Mas isso não nos pode deixar esquecer que na base do partido esteve a coragem de Diogo Freitas do Amaral e muitos que com ele, como Adelino Amaro da Costa, ousaram criar um partido que é fundador da nossa democracia”, concluiu.

De seguida, os presentes no almoço, informal, de campanha, observaram um minuto de silêncio.

Presidente

O Presidente da República manifestou no site da presidência “o mais fundo pesar” pelo falecimento de Diogo Freitas do Amaral, salientando a “rica experiência parlamentar e governativa” e a “excelência cívica” do ex-ministro. Marcelo Rebelo de Sousa diz que “perdeu um grande amigo pessoal de meio século”.

Também o presidente do PSD, Rui Rio, recordou Freitas do Amaral como “um aliado” nos momentos importantes do país, deixando-lhe “uma palavra de homenagem” durante um almoço de campanha.

No arranque do seu discurso perante uma plateia de empresários, em Vila Nova de Gaia (Porto), Rio disse ter acabado de receber “uma notícia triste”, a da morte de Freitas do Amaral.

“Queria deixar aqui uma palavra de homenagem ao professor Freitas do Amaral. Nem sempre o PSD esteve de acordo com ele ou ele de acordo com o PSD, mas nos momentos importantes do país e do PSD o professor Freitas do Amaral foi um aliado”, afirmou Rui Rio.

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