Governo convida Presidente português para copresidir à conferência dos Oceanos

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Da Redação

O Presidente de Portugal foi convidado pelo Governo para copresidir à Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, que acontece em Lisboa entre 27 de junho e 1 de julho.

Portugal e Quênia, os países coorganizadores desta 2ª Conferência dos Oceanos das Nações Unidas (UNOC), têm a prerrogativa de nomear, cada um, um Presidente da Conferência.

A Presidência das Conferências das Nações Unidas é, normalmente, assumida por personalidades de alto nível e reconhecimento internacional, contribuindo para a notoriedade e sucesso da iniciativa e boa condução dos trabalhos da Conferência. No exercício desse seu mandato, cabe aos Presidentes conduzir os trabalhos.

O Primeiro-Ministro fará a intervenção de abertura da 2ª Conferência dos Oceanos das Nações Unidas e o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa fará o encerramento, em nome de Portugal.

Também o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, estará em Lisboa em 27 de junho, na abertura da conferência da ONU sobre oceanos.

“O secretário-geral das Nações Unidas estará em Lisboa, desde logo na sessão de abertura. A conferência será presencial, não há mensagens em vídeo”, disse à Lusa o embaixador, responsável executivo do trabalho do país anfitrião da conferência que reunirá líderes mundiais, cientistas, organizações não-governamentais, acadêmicos e empresas.

Alexandre Leitão adiantou que “a seis semanas do início da conferência já há 21 chefes de Estado e de governo confirmados ou em vias de confirmação formal e 25 outros países com representação a nível ministerial”.

Na segunda conferência dos oceanos da ONU, a comunidade internacional vai tentar dar impulso à adoção de “soluções inovadoras baseadas na ciência” para a gestão sustentável dos oceanos, incluindo o combate à acidificação da água, poluição, pesca ilegal e perda de ‘habitats’ e biodiversidade.

A ONU fixou 10 metas a alcançar entre 2020 e 2030 no âmbito do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14, sobre proteção da vida marinha, como a prevenção e redução da poluição e da acidificação, a proteção dos ecossistemas, a regulamentação da pesca e o aumento do conhecimento científico e considerou a conferência de Lisboa como uma oportunidade para um apelo à ação para “reverter o declínio na saúde dos oceanos”.

A ONU lembra que os oceanos, que cobrem mais de 70% da superfície da Terra e albergam até 80% de toda a vida no mundo, estão a enfrentar “ameaças sem precedentes” em consequência da atividade humana e pede ação.

“Se quisermos abordar algumas das questões mais marcantes do nosso tempo, como alterações climáticas, insegurança alimentar, doenças e pandemias, diminuição da biodiversidade, desigualdade econômica e até conflitos, devemos agir agora para proteger o estado dos nossos oceanos”, lê-se na página das Nações Unidas dedicada à conferência de Lisboa.

As Nações Unidas recordam que os oceanos são vitais: Geram 50% do oxigénio necessário para respirar, absorvem 25% das emissões de dióxido de carbono (gás com efeito de estufa responsável pelo aquecimento da superfície da Terra) e capturam 90% do calor adicional gerado por essas emissões.

Além disso, produzem alimentos, geram empregos e recursos minerais e energéticos “para a vida no planeta sobreviver e prosperar”.

A conferência de Lisboa já conta com 8.818 entidades acreditadas e 21 chefes de Estado e de Governo confirmados ou em vias de confirmação.

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