O Rio Tejo

Por Adriano Augusto da Costa Filho

Os Rios em todos os países são vistos como estradas maravilhosas, que há milhões de anos os nossos antepassados usavam nas suas viagens costumeiras, não só nos aspectos de locais em locais, mas também, como fornecedores de alimentos,em razão das quantidades enormes de alimentos fornecidos pelos seus peixes.
Os nossos antepassados em todos países usufruíam dessas estradas flutuantes, uma vez que, as florestas ainda não eram dizimadas pelos habitantes, e hoje vemos esses desastres costumeiros em todos os países do planeta, todavia, os Rios sempre apresentam formas maravilhosas em todos lugares que passam, com suas manobras enviesadas, passando por cidades grandes ou pequenas em quase todos os países do nosso maravilhoso planeta.
No nosso querido e eterno Portugal, um país conservador do seu maravilhoso passado, existem muitos rios, e temos grandes deles, como o RIO TEJO e o RIO DOURO, e nesta crônica iremos mostrar o que vem a ser o RIO TEJO, uma das maravilhas lusitanas, que atravessa o seu seio no meio de suas terras maravilhosas.
O RIO TEJO nasce na Espanha e lá tem o nome de “Rio Tajo”, e numa altitude de 1593 metros na serra de nome Albarracin, e bem como, até a sua foz percorre 1593 Km. Na Espanha ele passa na cidade de Toledo, e na fronteira em Portugal, Alcântara onde existe há séculos ponte Romana. Na fronteira com a Espanha fica a Beira Interior, antiga Beira Baixa em várias cidades, como “Abrantes”, e logo recebe o grande afluente o Rio Zerêrê, um rio considerado o 2º maior de Portugal, então passa após por várias cidades como Santarém, Vila Franca de Xira, Póvoa de Santa Iria, mas na Vila Franca de Xira e Benavente onde tem a sua maior largura sob o nome de Mar de Palha.
A seguir o RIO TEJO está no Estuário em Montijo, passando pelo Barreiro, Parque das Nações, Seixal e finalmente no Estuário do Tejo em Lisboa, onde temos a maravilhosa PONTE VASCO DA GAMA, com a extensão em 17 Km, que liga Sacávem ao Montijo e Alcochete, inaugurada em 1998.
Existe outra Ponte a “25 de ABRIL” que foi inaugurada em 1966 com nome de “Ponte Salazar” a qual faz a ligação entre Lisboa e Almada.
Portanto, o RIO TEJO, é grandioso e figura em terceiro lugar dentro da Península Ibérica em extensão e Portugal pode se orgulhar de ter grandiosos Rios, como o TEJO e o DOURO, e do RIO TEJO, embora o seu território não seja muito grande, mas, a natureza o premiou com essa maravilha de ter esses dois enormes Rios.
Do RIO TEJO partiram muitas embarcações que no decorrer da “Era das Descobertas” foram primordiais para territórios longínquos em nome do maior país descobridor de todos os tempos.
Desse Rio maravilhoso saíram barcos que avançavam pelo Oceano à fora, em busca de madeiras, frutas, ouro e outros apetrechos e com isso esses barcos por obra do destino, atravessaram na África do Sul, no Cabo das Tormentas, depois “Cabo da Boa Esperança”, e avançando pelos mares adentro descobriram um dos maiores países do mundo, o BRASIL, hoje o 2º maior país do Planeta, e que fala a sua Língua Portuguesa com mais de 200 milhões de habitantes.
Louvor ao RIO TEJO, que com ele o nosso QUERIDO E ETERNO PORTUGAL transformou o mundo antigo, com os seus navegantes para a sua GLÓRIA ETERNA.

 

Adriano Augusto da Costa Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.

1 Comment

  1. Sem qualquer duvida que o Rio Tejo foi palco de cenas históricas,majestosas mais marcantes de Portugal e consequentemente do mundo,mesmo antes e depois da epopeia dos descobrimentos.
    Foi também fonte inspiradora de um dos maiores poetas de Portugal na realização da sua magnifica obra ” Os Lusíadas” ,Luís Vaz de Camões.
    “Cessem do sábio Grego e do Troiano
    As navegações grandes que fizeram;
    Cale-se de Alexandre e de Trajano
    A fama das vitórias que tiveram;
    Que eu canto o peito ilustre Lusitano,
    A quem Neptuno e Marte obedeceram:
    Cesse tudo o que a Musa antígua canta,
    Que outro valor mais alto se alevanta.
    Invocação às Ninfas do Tejo”
    ” E vós, Tágides minhas, pois criado
    Tendes em mim um novo engenho ardente,
    Se sempre em verso humilde celebrado
    Foi de mim vosso rio alegremente,
    Dai-me agora um som alto e sublimado,
    Um estilo grandíloquo e corrente,
    Porque de vossas águas, Febo ordene
    Que não tenham inveja às de Hipoerene.”
    Camões faz uma declaração as tágides que são as ninfas do rio Tejo mostrando o grande valor delas a Portugal.
    Para terminar não podia deixar de referir, a beleza natural do Rio Tejo especialmente o seu estuário de grande riqueza ambiental ( Reserva Natural do Estuário do Tejo).

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