Europa avança com sistema de detecção de campanhas de desinformação

Da Redação

O Governo português designou o embaixador Luís Barreira de Sousa como responsável em Portugal pelo sistema de alerta rápido de campanhas de desinformação da União Europeia, disse o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

A UE vem criando e instalando um sistema de detecção e combate a campanhas de desinformação porque se estas campanhas de notícias falsas (fake news) forem bem-sucedidas “perturbam uma das regras essenciais de uma eleição democrática, que é os eleitores conhecerem as alternativas possíveis e portanto disporem da informação suficiente para formarem o seu próprio juízo”.

Santos Silva fez esta declaração no final de uma reunião dos Ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, na qual foi feito um primeiro ponto da situação sobre o Plano de Ação da União Europeia de combate à desinformação.

O Ministro acrescentou que está já em fase adiantada de preparação uma das medidas previstas, um sistema de alerta rápido, para que cada Estado-membro possa obter informação a partir do momento em que, em Bruxelas ou em qualquer outra capital, se identifique campanha em preparação ou em prática, segundo o ministro.

“Nós esperamos que até ao fim do primeiro trimestre” o sistema de alerta rápido “esteja em pleno funcionamento”, disse, acrescentando que o ponto focal em Portugal do sistema de alerta europeu é o “embaixador especial para as questões de cibersegurança”, Luís Barreira de Sousa.

O Ministro sublinhou que o Plano de Ação, proposto pela Comissão Europeia e decidido pelos líderes europeus, inclui várias vertentes, tendo também sido criadas equipas dentro do Serviço Europeu de Ação Externa, o corpo diplomático da UE, para identificar em tempo real campanhas organizadas dirigidas contra a União a partir do exterior.

“Este plano de ação sobre a desinformação é particularmente importante em 2019, ano em que se realizarão eleições europeias [de 23 a 26 de maio], além de vários outros países terem eleições presidenciais, nacionais, regionais ou locais”, disse.

“Pelo que já vimos em anos anteriores, é muito importante que todos estejamos alerta, todos partilhemos depressa as informações de que disponhamos, e todos estejamos preparados para reagir a estas campanhas de desinformação”, acrescentou Santos Silva.

A primeira equipe foi criada em 2014 com a função de monitorizar campanhas originadas nos países do Leste Europeu, havendo uma segunda para a região dos Balcãs, e ambas já detectaram campanhas de desinformação.

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