Câmara de São Caetano faz sessão solene em homenagem à Beneficência Portuguesa nos 70 anos

Por Odair Sene

Em 24 de outubro, a Câmara Municipal de São Caetano do Sul realizou uma concorrida solenidade por propositura do vereador Moacir Rubira, para homenagem ao Hospital Beneficência Portuguesa de São Caetano do Sul.

Ao Mundo Lusíada, o vereador Moacir falou sobre a história da região em meio a história da instituição. “Hoje, a Beneficência Portuguesa é uma referência não só local, mas regional, até estadual, isso é importante. Ela atende não somente os convênios, atende particular e o munícipe. Então existe uma parceria entre a Beneficência Portuguesa e a Prefeitura, e eles tem ajudado muito principalmente nos exames mais completos que a área pública da saúde não tem, e o hospital faz esse trabalho também”.

Segundo ele, há 25 anos, o hospital atendia ao SUS. “A partir do momento que a atual administração assumiu, passou a atender conveniados e particulares”, disse ele que também é voluntário na diretoria do hospital, e primo do atual presidente da instituição Antonio Rubira.

O hospital, que quase fechou as portas na sua grande crise, chegou a quebrar e foi reerguido com o trabalho incansável das famílias Rubira e Pardo, que assumiu a gestão em 2001, a ponto de hoje ser um exemplo de gestão e uma referência na saúde na região.

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Antonio Rubira falou ao Mundo Lusíada sobre o reconhecimento público ao serviço prestado pela Beneficência Portuguesa no município, especialmente agora quando se comemora 70 anos de história.

“Para a nossa entidade, Sociedade Beneficência Portuguesa, da qual faz parte o Hospital Nossa Senhora de Fátima, isso é importante porque se trata do reconhecimento do setor público, dos vereadores, do prefeito. Mas muito mais para nós, é importante que a Câmara aprove o Dia das Comunidades Luso-Brasileiras em São Caetano, nós não temos esse dia no município”, diz ele que iria propor essa data.

Relembrando a história, Rubira defendeu que a época de decadência da Beneficência, tudo passou como se “nós fossemos os ladrões” declarou. “Português não é ladrão, português é trabalhador. A Beneficência Portuguesa é um hospital de pessoas que trabalham, de pessoas decentes. Isso nós temos mostrado ao longo desses 19 anos. Esse reconhecimento da Câmara para nós é muito importante, para a história do nosso hospital, e para a nossa comunidade luso-brasileira”, referiu.

Apesar de agradecido, Rubira espera mais conquistas a serem alcançadas. “Nós almejamos mais, nós almejamos um hospital muitas vezes melhor do que já temos hoje. Somos referência no ABC, temos equipamento que só tem em dois hospitais do estado de São Paulo”, diz citando o setor de imagens do hospital, que é de primeira linha.

“Nenhuma entidade que se diz pequena, que pensa pequeno, pensa dessa forma. A Beneficência Portuguesa, nesses 19 anos que eu lá estou, sempre pensou grande, por isso que as pessoas reconhecem o nosso trabalho. E a Beneficência Portuguesa foi feita não para ser minha, para ser de todas essas pessoas que estão aqui, para ser da cidade. E isso só conseguimos comigo e com essas pessoas que estão aqui, e porque Deus quis muito”.

Chegando no comando do hospital numa situação financeira muito complicada, e depois de tantos anos somando crescimento e vitórias, Rubira declara que não fez tudo o que podia fazer. “Eu sou um cara que sonha, e a vida é feita de sonhos. Eu quero chegar num prédio novo, todo automatizado, com todas as cirurgias possíveis, com uma parte de estagiários de medicina dentro do hospital e isso nós já começamos esse ano”, disse defendendo que existe campo para a Beneficência Portuguesa “explorar”.

“Hoje falta um pouco de material humano, mas nós nunca paramos, mesmo em recessão, sempre crescemos em níveis de 20 a 25% ao ano. Hoje é um hospital redondo, sem débitos e com dinheiro no banco para comprar outros hospitais”, revelou o presidente.

“Para o hospital, essa homenagem é uma maravilha, nunca a Câmara Municipal de SCS esteve tão cheia”, finalizou Rubira agradecendo a presença de todos, e também do jornal Mundo Lusíada, um “parceiro de sempre”.

A solenidade, iniciada com o Hino Nacional do Brasil, foi comandada pelo presidente da Câmara, Pio Mielo. Diversas homenagens foram prestadas nessa noite, incluindo colaboradores que já estavam no hospital há quase 20 anos, na época da maior crise da história do hospital que se reergueu. Atualmente, são 600 colaboradores, sem contar terceirizados e o corpo clínico, que soma 250 médicos.

Diretor Administrativo diz que a homenagem é para todos

Citado na solenidade pelo presidente, como um dos maiores entendedores deste mercado no estado de São Paulo, o diretor administrativo, há 16 anos na Beneficência, Flávius Rubira falou sobre o reconhecimento público do município à instituição. “É uma homenagem muito gratificante para o hospital, para colaboradores e médicos, e para o município e comunidade luso-brasileira”, disse ao Mundo Lusíada.

“Sobrevivemos, avançamos em tecnologia, em qualidade de serviço de saúde nesses 70 anos. Então é uma homenagem para todos e não só para o hospital, para quem vivenciou esses 70 anos, como temos colaboradores com mais de 30 anos de casa, é um momento propício para homenagearmos essas pessoas, que mesmo no momento de crise eles não largaram o hospital, e batalharam conosco”.

A solenidade foi marcada por um ótimo número de pessoas que compareceram para prestigiar a instituição. Também as autoridades do município como o presidente da Câmara Municipal, Pio Mielo, o vereador Edson Roberto Parra, vice-presidente da casa, o prefeito José Auricchio Júnior, e muitos vereadores que, inclusive, participaram na entrega das homenagens.

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