Calçada portuguesa deve se conciliar com a acessibilidade

Da Redação
Com Lusa

A secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência defendeu que as faixas de pavimento liso são uma solução que deveria ser “disseminada por toda a cidade” de Lisboa, em conjunto com a calçada portuguesa.

Durante uma ação de sensibilização para os obstáculos enfrentados pelas pessoas com mobilidade reduzida, em que participou com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na baixa de Lisboa, Ana Sofia Antunes defendeu também que “é fundamental” o próximo quadro de fundos comunitários incluir apoios a obras para criar acessibilidade.

O Presidente da República e a secretária de Estado acompanharam nesta tarde, durante cerca de uma hora e meia, membros da Associação Salvador e outros cidadãos com deficiência motora, em cadeiras de rodas, num passeio pela baixa de Lisboa, para assinalar bons e maus exemplos em termos de acessibilidade.

Durante o percurso, houve críticas à irregularidade do piso da calçada portuguesa, por dificultar a circulação das cadeiras de rodas, e Ana Sofia Antunes comunicou a sua posição sobre este assunto ao chefe de Estado.

“Há muita gente que a defende, e é de defender, porque é o nosso patrimônio. Mas se ela aqui até pode ter interesse e até pode ser necessário mantê-la, há muitas zonas da cidade onde nós deveríamos ter aprendido já a conciliar uma calçada portuguesa que não tem este mesmo valor histórico com pavimentos muito mais amigáveis do peão, para conseguirmos deslocar-nos”, disse, entre os Restauradores e o Rossio.

A secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência referiu-se, depois, em concreto, às “faixas de pavimento liso, que é aquela solução que foi adotada na Avenida da República e que deveria ser disseminada por toda a cidade”, defendeu.

Mais à frente, em declarações aos jornalistas, Ana Sofia Antunes apontou como a sua maior preocupação e o seu “grande objetivo” em matéria de acessibilidade mudar a atual situação em termos de apoios europeus.

“Estamos num atual quadro comunitário que não previu nada em matéria de apoio à criação de acessibilidade em espaço físico”, referiu.

“É fundamental que no próximo quadro comunitário essa verba exista e que esteja garantida, para que municípios e diferentes entidades que queiram efetivamente apostar nisto e fazer obras para criar acessibilidade tenham comparticipações dos fundos comunitários”, acrescentou.

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