Em Lisboa, Cinemateca mostra filmes como migrações, exílios e diáspora

Da Redação
Com Lusa

A curta-metragem centenária “O emigrante”, de Charles Chaplin, de 1917, abre na sexta-feira um ciclo programado pela Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, com filmes que “espelham o modo como o fenômeno das migrações se refletiu no cinema”.

Com o título “Povos em movimento – migração, exílio, diáspora”, o ciclo decorrerá até começo de maio com uma escolha de filmes que abarcam cem anos de cinema e de História, com ficções, documentários, ensaios e raridades.

“O princípio geral foi o de olhar a forma como o cinema representou os principais movimentos gerados por causas econômicas e políticas que marcaram o século XX e que estão a marcar este início de século, com alguns antecedentes no período imediatamente anterior”, refere a Cinemateca na programação de março.

Pela Cinemateca irão passar ainda “Emigrantes” (1948), de Aldo Fabrizi, “As vinhas da ira” (1940), de John Ford, “Rocco e os seus irmãos” (1960), de Luchino Visconti, “A promessa” (1996), dos irmãos Dardenne, “Reminiscences of a journey to Lithuania” (1972), de Jonas Mekas, recentemente morto, “A grande cidade” (1966), do brasileiro Cacá Diegues, e “América, América ” (1963), de Elia Kazan.

“As vastas diferenças que existem entre estes filmes espelham o modo como o fenômeno das migrações se refletiu no cinema, o que é um claro indício de como este fenômeno foi visto através dos tempos: De modo idealizado, nas ficções clássicas ou modernas, ou na crueza que este tema sempre suscita nos documentários”, sustenta a Cinemateca.

O ciclo não esquecerá países como Portugal “que durante séculos foram terras de emigração, foram bruscamente transformados em espaços de imigração”, tendo sido incluídos alguns filmes, entre os quais “Lisboetas” (2004), de Sérgio Tréfaut, e “Fantasia Lusitana” (2010), de João Canijo.

Segundo a Cinemateca, o ciclo terá um epílogo em maio exclusivamente centrado na emigração e na diáspora portuguesa na França, com uma programação específica a anunciar e que incluirá um debate.

Na sessão de abertura do ciclo, na sexta-feira, a curta-metragem de Charles Chaplin, “um dos mais célebres indivíduos a terem emigrado para os Estados Unidos”, será exibida em diálogo com “A emigrante” (2013), de James Gray e com Marion Cotillard.

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