Quadrilha que explorava brasileiras para prostituição em Angola é presa em São Paulo

Da Redação
Com agencias

Cinco brasileiros foram presos em 24 de outubro por meio da Operação Garina da Polícia Federal sob a acusação de envolvimento em esquema de tráfico internacional de mulheres. Eles aliciavam as vítimas em casas noturnas da capital paulista com a promessa de que receberiam valores altos em dólares para se prostituírem, em Angola, país que fica na Costa Ocidental da África. Durante a operação, uma casa de prostituição, localizada em Indianópolis, na zona sul da capital paulista, foi fechada.

A Justiça Federal também decretou a prisão de dois estrangeiros que se encontram no exterior. Os nomes deles, que não foram divulgados pela Polícia Federal, foram incluídos na lista mundial de procurados pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).

Segundo nota da PF, as mulheres eram oferecidas a clientes de alto poder aquisitivo. Dois estrangeiros ligados à quadrilha no exterior também tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça Federal e os nomes foram incluídos na lista mundial de procurados pela Interpol. Além das prisões, foram expedidos 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo, Cotia e Guarulhos.

O caso começou a ser investigado pelos agentes federais há um ano, período em que conseguiram juntar provas de que as vítimas eram aliciadas pelo grupo criminoso em casas noturnas paulistanas. Para atraí-las ofereciam pagamento de US $ 10 mil dólares para se prostituírem pelo período de uma semana.

“Há fortes indícios de que parte das vítimas foi privada temporariamente de liberdade no exterior e obrigada a manter relações sexuais sem preservativos com clientes estrangeiros. Para essas vítimas, os criminosos ofereciam um falso coquetel de drogas anti-aids”, diz o comunicado.

A ação criminosa, que vinha sendo praticada desde 2007, rendeu em torno de US $ 45 milhões. Os investigados serão indiciados por crime de participação em organização criminosa, tráfico internacional de pessoas, favorecimento à prostituição, rufianismo (exploração de prostituição), estelionato, cárcere privado e perigo para a vida ou saúde de outrem. As penas máximas somadas chegam a 31 anos de prisão.

Nas buscas, a Polícia Federal apreendeu 11 veículos, moedas estrangeiras (euro, dólar, iene e kwanza angolano) e 20 passaportes, além de pequenas porções de drogas.

Segundo esclareceu a PF, o nome dado à operação – Garina, significa menina na gíria do português de Angola, principal local de ação dos criminosos.

Angola
Ao longo da investigação, iniciada há um ano, obteve-se provas de que as vítimas eram aliciadas pelo grupo criminoso em casas noturnas paulistanas, mediante promessa de pagamento de US $ 10 mil dólares para se prostituírem pelo período de uma semana. Brasileiras do meio artístico teriam recebido até U$ 100 mil para se relacionar sexualmente com um rico empresário e ex-parlamentar de Angola.

A quadrilha chegou a enviar cerca de cem mulheres, por ano, para os países África do Sul, Portugal e Angola, além de um caso na Áustria. Estima-se que a organização criminosa movimentou aproximadamente US $ 45 milhões de dólares com o tráfico internacional de mulheres desde 2007.

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