Brasil e Portugal são os que mais reduziram mortalidade infantil entre lusófonos

Da Redação

O Brasil está na frente dos países de língua portuguesa na redução da mortalidade de crianças com menos de cinco anos. Todos os anos, o país diminui em 5,4% o número de crianças dessa faixa etária que perdem a vida, de acordo com a Unicef.

Em 1990, a taxa de mortalidade em menores de cinco anos no Brasil era de 63 em cada mil. Esse índice baixou para 15 em cada mil em 2017, segundo o relatório Níveis e Tendências de Mortalidade Infantil, publicado em Genebra.

No segundo lugar entre as nações lusófonas está Portugal. Em 27 anos, a taxa de mortalidade infantil diminuiu de 15 em cada mil para 8 em cada mil. A redução por ano é de 5,1%.

Em Timor-Leste, morrem 48 crianças em cada mil e a taxa anual baixa 4.8% por ano. Em Cabo Verde, onde morreram 17 crianças em cada mil no ano passado, a redução é de 4,7 %. Já em São Tomé e Príncipe, essa taxa é de 4,5% e morreram 32 crianças em cada mil.

Em Moçambique ocorreu a morte de 42 crianças em 2017, e a queda por ano é de 4,4%. Angola teve 81 mortes em cada mil que correspondem a menos 3,8% de óbitos por ano, enquanto Guiné-Bissau com 84 mortes em cada mil 2017 tem uma queda de 3,6% no número de crianças com menos de cinco anos que perdem a vida por ano.

Causas
De acordo com o documento, cerca de 6,3 milhões de crianças com menos de 15 anos morreram devido a causas evitáveis no ano passado.

O estudo que envolve agências das Nações Unidas destaca ainda que o número corresponde à morte de uma criança a cada cinco segundos. A maioria das mortes de crianças com menos de cinco anos ocorre devido a causas evitáveis ou tratáveis, como pneumonia, malária ou complicações durante o parto.

Metade dos bebês que morreram eram recém-nascidos, segundo o relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, do Fundo da ONU para a População, Unfpa, da Organização Mundial da Saúde, OMS, e do Banco Mundial.

África
Em crianças de idades entre cinco e 14 anos, a maior causa de morte são lesões devido ao afogamento e ao tráfego rodoviário.

Nessa faixa etária, há diferenças entre regiões, mas o risco de morte de uma criança na África Subsaariana é 15 vezes maior do que na Europa.

A África subsaariana registrou metade das mortes de menores de cinco anos e outros 30% no sul da Ásia. Ainda na África Subsaariana, uma em cada 13 menores perdeu a vida antes do quinto aniversário. Nos países de alta renda, a proporção foi de um em 185.

Em outras regiões, o período de maior risco é o primeiro mês de vida. Em 2017, 2,5 milhões de recém-nascidos morreram no primeiro mês.

Segundo a ONU, um bebê nascido na África Subsaariana ou na Ásia está nove vezes mais propensa a morrer no primeiro mês do que um bebê nascido em país de alta renda.

O documento sublinha que há um progresso mais lento para salvar recém-nascidos do que para outras crianças menores de cinco anos desde 1990. Em todo o mundo a taxa de redução por ano é de 3,2%.

De acordo com o estudo, sem ação urgente, 56 milhões de crianças menores de cinco anos morrerão até 2030. Metade delas serão recém-nascidas, mas “com soluções simples como remédios, água limpa, eletricidade e vacinas, podemos mudar essa realidade para cada criança”.

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