O primeiro-ministro saudou hoje o povo ucraniano e garantiu que Portugal continuará ao lado de Kiev na procurada de uma paz justa, inclusiva e duradoura, quando se assinala o terceiro ano desde o início da guerra na Ucrânia.
Numa declaração escrita na rede social X, Luís Montenegro escreve que “é tempo de por fim a uma flagrante violação dos valores da democracia e do direito internacional”.
“No 3.° aniversário da agressão da Rússia contra a Ucrânia, saúdo o povo ucraniano pela sua bravura na defesa da liberdade, soberania e integridade territorial”, refere o primeiro-ministro.
E a mensagem termina com uma garantia: “Portugal esteve desde a primeira hora ao lado da Ucrânia no exercício do seu legítimo direito à autodefesa, e continuará ao seu lado na procura de uma paz justa, inclusiva e duradoura”.
A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a II Guerra Mundial (1939-1945).
Para assinalar a data, os líderes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu chegaram hoje a Kiev, para manifestar apoio à Ucrânia e a Zelensky.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen chegou de comboio a Kiev ao lado do presidente do Conselho Europeu, o português António Costa.
Leyen chegou acompanhada também por 24 dos seus 27 comissários e foi recebida na estação pelo chefe do gabinete presidencial ucraniano, Andriy Yermak, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sibiga.
A presidente da CE já anunciou um novo pagamento à Ucrânia de 3,5 mil milhões de euros em março, quando o bloco comunitário já mobilizou 134 mil milhões, prometendo a entrega imediata de mais armas e munições.
“A Europa está aqui para reforçar a Ucrânia neste momento crítico. Posso anunciar que um novo pagamento de 3,5 mil milhões de euros para a Ucrânia chegará já em março”, anunciou Ursula von der Leyen falando na Cimeira Internacional de Apoio, em Kiev.
Já presidente do Conselho Europeu disse que a UE está disponível para “fazer tudo o que for necessário para a sua segurança e continuar a apoiar a Ucrânia”, defendendo mais apoio financeiro e militar.
“A União Europeia [UE] está disposta a fazer tudo o que for necessário para a sua segurança e a continuar a apoiar a Ucrânia e é por isso que vou convocar um Conselho Europeu extraordinário para a próxima semana, no dia 06 de março, sobre o apoio à Ucrânia e o reforço da defesa da Europa, trabalhando em estreita colaboração com a Comissão Europeia e com [a presidente] Ursula [von der Leyen]”, afirmou António Costa.
Intervindo na Cimeira Internacional de Apoio à Ucrânia, António Costa assegurou que a UE está pronta “para aumentar o apoio financeiro e militar à Ucrânia e para construir o futuro da Ucrânia na UE”.
Presidente
Também o Presidente da República salienta que Portugal vai continuar a apoiar a Ucrânia pelo tempo que for necessário e que uma paz justa e duradoura só pode ser alcançada com a plena participação dos ucranianos.
Numa mensagem publicada no portal da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa lembra que na madrugada de 24 de fevereiro de 2022 a Ucrânia “foi surpreendida pelo início da violenta invasão da Federação Russa”.
“O Presidente da República, hoje, como há três anos, condena inequivocamente a guerra injusta e ilegal da Rússia, perpetrada em violação flagrante da integridade territorial e soberania da Ucrânia, do Direito Internacional e da Carta das Nações Unidas. Portugal reitera o seu apoio à Ucrânia, pelo tempo que for necessário, e continua ao seu lado no caminho para a adesão à União Europeia e nas aspirações de pertença à NATO”, lê-se nesta mensagem.
Em relação à situação atual nos campos militar e diplomático, o chefe de Estado “presta homenagem à resistência e resiliência do corajoso povo ucraniano, apoiando os seus legítimos anseios por uma paz justa e duradoura”.
“Paz que só poderá ser alcançada com a plena participação da Ucrânia”, acentua o Presidente da República.
Os aliados ocidentais da Ucrânia têm fornecido armas a Kiev e aprovado sucessivos pacotes de sanções contra interesses russos para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra.
Entre os aliados ocidentais, a posição dos Estados Unidos começou a mudar com a eleição de Donald Trump, que tem criticado Volodymyr Zelensky e promovido uma aproximação diplomática a Moscou.
Na semana passada, a Rússia e os Estados Unidos acordaram, em Riade, iniciar um processo de normalização diplomática, respeitar os interesses geopolíticos e criar grupos de trabalho para negociar um acordo pacífico para a guerra na Ucrânia.
Depois de o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenski, assegurar que não reconhecerá os resultados das conversações sem a participação de Kiev, Putin garantiu que ninguém excluiu os ucranianos da mesa de negociações.
Tanto russos como norte-americanos coincidiram em opor-se à presença dos europeus, que reagiram aprovando um novo pacote de sanções a Moscou, que entrará em vigor hoje, por ocasião do terceiro aniversário da guerra.




