O chefe de Estado português, António José Seguro, manifestou hoje solidariedade para com o Presidente norte-americano, Donald Trump, e condenou qualquer ataque contra instituições democráticas ou a liberdade de imprensa.
“A violência não tem lugar em democracia. Qualquer ataque contra as instituições democráticas ou a liberdade de imprensa merece forte condenação”, afirmou António José Seguro, numa nota publicada pela Presidência da República na Internet.
Esta posição do Presidente da República foi divulgada na sequência do incidente com tiros que levou a que Donald Trump fosse retirado do jantar anual da associação de correspondentes da Casa Branca, em Washington, no sábado à noite.
Na nota hoje publicada, com o título “Presidente da República condena ataque nos Estados Unidos e manifesta solidariedade com o seu homólogo norte-americano”, António José Seguro “manifesta a sua solidariedade” para com Donald Trump e demais participantes nesse jantar.
O primeiro-ministro português também reagiu a este incidente, através de uma mensagem publicada na rede social X.
“Condeno veementemente a tentativa de ataque esta noite contra o Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump. A democracia e quem a defende não podem tolerar ou transigir com violência política”, escreveu Luís Montenegro.
Donald Trump, e a sua mulher, Melania Trump, e o vice-presidente dos Estados Unidos da América, JD Vance, foram retirados do salão do hotel onde se realizava o jantar anual da associação de correspondentes da Casa Branca, após terem sido ouvidos disparos.
O suspeito foi detido e deverá comparecer na segunda-feira perante um juiz.
Cerca de duas horas depois, Trump referiu que o homem estava na posse de várias armas quando foi detido pelos serviços de segurança e descreveu-o como “uma pessoa com problemas graves” e “um lobo solitário”.
Trump considerou que o incidente não está relacionado com a guerra que os Estados Unidos da América e Israel têm em curso contra o Irã desde 28 de fevereiro.
“Isto não me vai fazer desistir de ganhar a guerra no Irã”, declarou o Presidente norte-americano, em conferência de imprensa, na Casa Branca.
“Esta não é a primeira vez nos últimos anos que a nossa República é atacada por um potencial assassino que procurava matar”, disse no sábado, o republicano.
O chefe interino da polícia de Washington DC Jeffery Carroll disse que o suspeito do tiroteio era provavelmente um hóspede do hotel e que o alvo era ainda desconhecido.
Os Serviços Secretos norte-americanos disseram que o atacante atingiu um membro das forças de segurança, que usava colete à prova de bala, e que o agente deverá recuperar sem sequelas.
“Foi baleado à queima-roupa com uma arma muito potente, e o colete fez o seu trabalho”, referiu Donald Trump.




