António José Seguro e André Ventura foram os vencedores da primeira volta das presidenciais de domingo, marcando presença na disputa de 08 de fevereiro, numa eleição em que Luís Marques Mendes registou para o PSD o pior resultado de sempre em atos eleitorais.
António José Seguro, vencedor do primeiro turno das presidenciais, considerou que hoje “venceu a democracia” e “voltará a ganhar em 08 de fevereiro”, apelando aos democratas, progressistas e humanistas para que se juntem à sua candidatura para “derrotar extremismos”.
“Sou livre, vivo sem amarras e assim agirei como Presidente da República. Com a nossa vitória, venceu a democracia e voltará a ganhar no dia 08 de fevereiro”, disse António José Seguro no seu discurso de vitória na primeira volta das presidenciais.
O candidato apoiado pelo PS convidou todos “os democratas, progressistas e humanistas” a juntarem-se à sua candidatura, para que na segunda volta, unidos, se derrote “os extremismos e quem semeia ódio”.
Seguro entrou na sala do Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha em ambiente de festa, tendo percorrido os corredores do anfiteatro cheio ao som dos cânticos com o seu nome, subindo ao palco com a sua família.
Ventura
O candidato presidencial e líder do Chega, André Ventura, considerou hoje que só perderá a segunda volta das eleições presidenciais “por egoísmo do PSD, da Iniciativa Liberal ou de outros partidos que se dizem de direita”.

“Só perderemos estas eleições por egoísmo do PSD, IL ou de outros partidos que se dizem de direita”, afirmou André Ventura, no Hotel Mariott, em Lisboa, numa sala com mais de trezentos apoiantes, depois de os resultados das eleições presidenciais indicarem que irá disputar uma segunda volta com António José Seguro, apoiado pelo PS, em 08 de fevereiro.
Ventura falava depois de o primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro, ter anunciado que o seu partido não emitirá nenhuma indicação de voto na segunda volta das eleições, após ter apoiado Luís Marques Mendes na primeira volta.
O também líder do Chega considerou que os resultados mostraram que a sua candidatura vai “liderar o espaço não socialista em Portugal”.
André Ventura considerou que “o país despertou” após este sufrágio e que os eleitores lhe confiaram a alternativa ao socialismo “que destrói”.
“A direita fragmentou-se como nunca, mas os portugueses deram-nos a liderança dessa direita em Portugal”, sublinhou.
Participação
Com 31,1% e cerca de um milhão de 700 mil votos, Seguro terá conseguido fixar não só os votos do PS, que liderou entre 2011 e 2014, mas da esmagadora maioria dos eleitores da esquerda, deixando os candidatos apoiados pelo Livre, BE e PCP, que nas legislativas somavam 10%, com uma votação residual, na casa dos 4%.
O antigo secretário-geral socialista foi mesmo o grande vencedor da noite, não apenas por ter concentrado os votos da esquerda, mas por ter partido para a eleição presidencial com sondagens adversas que o colocavam quase sempre atrás de candidatos como o almirante na reserva Henrique Gouveia e Melo, o primeiro a aparecer como favorito, ou Luís Marques Mendes, que a determinada altura era o mais bem colocado nos estudos de opinião.
No final da noite, Seguro procurou alargar o leque dos seus apoios para a segunda volta, recuperando a máxima de Mário Soares e prometer que será “o Presidente de todos os portugueses” e afirmando que recebeu votos “oriundos de todos os campos políticos”, o que “reforça o caráter independente da candidatura”. “Sou livre, vivo sem amarras e assim agirei como Presidente da República”, acentuou.
André Ventura foi o outro vencedor da noite eleitoral, apesar de ter falhado o objetivo de vitória na primeira volta reiterado na campanha eleitoral. Com 23,5% e cerca de um milhão e 300 mil votos, Ventura conseguiu, aparentemente, fidelizar o eleitorado do Chega nas últimas legislativas (1,43 miçhões de votos) e partir para a segunda volta a reclamar o papel de líder da direita em Portugal.
“Eu vou agregar a direita a partir de hoje”, repetiu Ventura durante a noite eleitoral, aproveitando o brecha entreaberta pelo líder social-democrata e primeiro-ministro, Luís Montenegro, que não perdeu tempo para indicar que “o PSD não emitirá qualquer indicação de voto” na segunda volta das presidenciais e “não estará envolvido na campanha”.




