Plano de integração de imigrantes está em fase de construção – Ministro

O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, durante uma visita ao primeiro Centro de Atendimento da Estrutura de Missão da AIMA para imigrantes, no Centro Hindu Radha Krishna, em Telheiras, 09 de setembro de 2024. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

O ministro português da Presidência disse hoje que o plano nacional de integração de imigrantes está em fase de construção e que deverá contemplar áreas como educação, acesso aos serviços, incluindo documentação, e um acompanhamento ao longo da vida.

À saída da sétima reunião do Conselho Nacional para as Migrações e Asilo, que decorreu em Lisboa, António Leitão Amaro explicou que algumas das medidas que constam do plano nacional de integração já estão implementadas, como é o caso dos mediadores nas escolas para crianças que não conhecem a língua portuguesa.

“Damos-lhes um apoio, na sua integração na escola pública portuguesa, no seu processo educativo, nas aprendizagens, flexibilidade na avaliação e na colocação curricular, de forma a que a escola seja esse tal elemento de integração”, acrescentou.

O ministro da Presidência adiantou que o plano “está numa fase de construção conjunta, com discussão com a sociedade” e funcionará numa “lógica de que quem vem faz um compromisso com a comunidade portuguesa, e a comunidade portuguesa lhe dá oportunidades na educação, no acesso aos serviços, na documentação, ao longo da vida”.

António Leitão Amaro falou ainda sobre a questão da atribuição dos cartões de residência, sublinhando que “praticamente todos [que estavam em espera] já receberam os cartões”.

Os números sobre a emissão de cartões de residência já tinham sido dados a 13 de maio, no parlamento, tendo o ministro da Presidência dito nessa altura que a estrutura de missão da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) deferiu processos respeitantes a cerca de 385 mil novos imigrantes em Portugal.

Aos 385 mil estrangeiros que entraram pela primeira vez no sistema somam-se os 218 mil novos imigrantes processados pela AIMA, que tratou do serviço regular e de todos os processos judiciais.

Foram realizadas 933 mil notificações de processos pendentes que passaram para a estrutura de missão, respeitantes a 568 mil “atendimentos de pessoas únicas”, explicou o governante.

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