Da Agencia Lusa
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O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, apresentou, em 03 de setembro, as grandes prioridades políticas para seu próximo mandato, focando na superação da crise econômica e a luta contra as alterações climáticas. "Ou trabalhamos em conjunto e ficamos numa posição de liderança global ou arriscamo-nos a ser marginalizados", declarou Durão Barroso, defendendo em seguida "uma Europa forte e uma comissão forte, uma estratégia e um projeto comuns". O presidente da Comissão Europeia (órgão executivo do bloco europeu) enviou esta manhã ao Parlamento Europeu um documento onde expõe "objetivos e ideias" que deverão guiar o estabelecimento de uma parceria política entre as duas instituições nos próximos anos. O ex-premiê português recebeu o apoio unânime dos 27 chefes de Estado e de governo da UE para continuar à frente do executivo comunitário por mais cinco anos, mas ainda precisa da concordância do Parlamento Europeu, o que deverá acontecer em 16 de setembro. "Tenciono cooperar estreitamente com o Parlamento Europeu com vista a edificar uma Europa próspera, segura e durável", acrescentou. Sair com êxito da crise, liderar o combate às alterações climáticas, promover novas fontes de crescimento e de coesão social, promover a Europa dos cidadãos e abrir uma nova era para a Europa global são as "principais orientações políticas" para a próxima Comissão Europeia. O grupo do Partido Popular Europeu (PPE) e a Aliança dos Socialistas e Democratas, as forças majoritárias do Parlamento Europeu, mostraram-se na terça-feira disponíveis para votar este mês a reeleição de Durão Barroso. As várias famílias políticas no Parlamento Europeu vão receber separadamente, terça e quarta-feira da próxima semana, o presidente da Comissão para ouvir e debater as propostas para os próximos cinco anos apresentadas hoje. A decisão deverá ser confirmada no próximo dia 10, quando os presidentes dos grupos parlamentares voltarem a reunir-se para fixar, de forma definitiva, a agenda da sessão que se realiza de 14 a 17 de setembro. O provável "sim" dos socialistas deixa cada vez mais isolados os Verdes, grupo que defende que a votação deverá acontecer depois de 2 de outubro, após a realização do segundo referendo irlandês sobre o Tratado de Lisboa.
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