Da Redação
Nesta segunda-feira, o atual secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Paulo Cafôfo, se pronunciou sobre uma investigação em curso do Ministério Público, relativa ao período em que foi presidente da Câmara Municipal do Funchal (entre 2013 e 2019), na Madeira.
“Embora tenha tido conhecimento da instauração de um processo de inquérito, no DCIAP, no ano de 2018, desconheço, até agora, os concretos termos desse processo, em relação ao qual nunca fui ouvido” declarou neste dia 16 pelas redes sociais, Paulo Cafôfo.
“Ainda assim, esclareço que não tenho conhecimento de qualquer facto que possa indiciar-me da prática de qualquer ilícito criminal, tendo sempre exercido funções políticas com lisura, transparência e respeito pela legalidade, em prol dos interesses públicos. Aguardo com serenidade a conclusão do processo de inquérito que ainda estará a decorrer, reiterando disponibilidade para colaborar com as autoridades judiciais com vista ao célere desfecho deste processo” conclui.
Em resposta à agência Lusa, a Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou “a existência de inquérito, dirigido pelo Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal Regional de Lisboa e no qual se investigam eventuais crimes de participação econômica em negócio, corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influências e abuso de poder relacionados com autarquias da Região Autónoma da Madeira”.
A PGR refere que este inquérito “encontra-se em investigação e sujeito a segredo de justiça” e “não tem arguidos constituídos”.
Segundo o jornal Correio da Manhã, Paulo Cafôfo está a ser investigado pelo Ministério Público, enquanto ex-presidente da Câmara do Funchal.
No processo, que envolve também contratos públicos celebrados por autarquias madeirenses e empresas privadas, estão a ser investigada a eventual prática de crimes de corrupção, tráfico de influências, participação econômica em negócio e abuso de poder, de acordo com o jornal.
Este caso remonta a outubro de 2020, quando a Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou que as investigações relacionadas com autarquias da Madeira envolvem a prática de eventuais crimes de participação econômica em negócio, corrupção ativa e passiva, tráfico de influências e abuso de poder, revelou hoje a PGR.
A investigação, referiu à data a câmara do Funchal, foi suscitada por denúncia ‘online’ em 2018, e noticiada tanto pela revista Sábado em 08 de outubro de 2020 como pelos jornais da região, adiantou a Lusa.




