Santos celebra 50 anos da Autonomia da Madeira em evento vibrante no Morro de São Bento

Eduardo Alves, José Octavio Sousa, Luiz Ferreira, José Augusto do Rosário, José Camelo, Prefeita Audrey Kleys, Roberto Faria, e Vitor Souza. Foto divulgação

Da Redação com Eduardo Alves (Kbça)

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O espírito e as tradições do arquipélago da Madeira encontraram, mais uma vez, um lar vibrante em Santos. No dia 12 de julho, o Centro Cultural Turístico e Esportivo do Morro de São Bento foi palco de uma emocionante celebração em honra ao Dia da Região Autónoma da Madeira e das Comunidades Madeirenses.

O evento comemorativo, realizado pelo Rancho Folclórico Típico Madeirense, reuniu a comunidade luso-brasileira (especialmente a madeirense) em uma manhã marcada pela fé, música e pelo fortalecimento dos laços identitários que unem as duas margens do Atlântico.

Apresentações: do Coral do Centro Cultural Português de Santos, Rancho Folclórico Típico Madeirense e Rancho Folclórico Veteranos e Apaixonados pelo Folclore.

Meio século de autonomia e legado – A celebração deste ano teve um sabor especial: o cinquentenário da Autonomia da Madeira. A data, celebrada oficialmente a 1 de julho, assinala meio século desde a consagração da autonomia política e administrativa do arquipélago que espalhou descendentes pelos quatro cantos do mundo.

Presente no evento, o gestor do consulado português de Santos, José Augusto do Rosário, destacou a importância histórica da data. “São 50 anos de autonomia, uma data a ser celebrada efusivamente. Este povo que veio para o Morro de São Bento constituiu famílias e hoje dignifica não apenas a Madeira, mas Portugal, trazendo folclore, trabalho e resiliência”, afirmou com exclusividade ao Mundo Lusíada.

Tradição e o sonho da viagem a Portugal – Para o vice-presidente e ensaiador do Rancho Folclórico, Elton Júnior, o evento cumpre o papel fundamental de manter a chama da cultura acesa. “Fazer toda a cerimônia, cantar o hino, receber amigos e autoridades na nossa casa é o que mantém viva a tradição”, pontuou Elton, que aproveitou a oportunidade para comentar a reta final dos preparativos para a aguardada viagem do grupo a Portugal, que mobiliza toda a comunidade com preparativos finais.

Prefeita sempre presente – A importância da preservação desse legado foi reforçada pela prefeita de Santos em exercício, Audrey Kleys. Em depoimento ao Mundo Lusíada, ela destacou o papel do Poder Público no apoio a comunidade local: “Não é apenas uma obrigação institucional, é o amor que temos por essa história. O trabalho que o Grupo Folclórico realiza envolve crianças e jovens para que, no futuro, saibam zelar e perpetuar esse patrimônio tão importante para nossas vidas”.

Claudete Pereira, uma história de 52 anos – O ponto alto dos depoimentos registrados foi marcado pela emoção da Sra. Claudete Pereira de Souza, presidente do Típico Madeirense e uma das figuras mais longevas da comunidade, com 52 anos de trajetória. Para ela, a data simboliza a realização de um compromisso de vida, um sonho que será realizado.

Emocionada, Claudete falou sobre a expectativa da viagem à Madeira: “É o sonho que eu sempre tive”, disse sobre conseguir levar o grupo para sua Madeira, revelando sua esperança de integrar a comitiva do Rancho nesta jornada tão aguardada à terra natal (ela ainda depende de autorização médica), mas está animada.

O encontro no Morro de São Bento reafirmou que, mesmo a milhares de quilômetros de distância, o coração do povo madeirense continua batendo forte em Santos, unidos pela tradição e pelo orgulho de suas raízes. (O Mundo Lusíada agradece ao folclorista Eduardo Alves pela gravação dos depoimentos).

O evento comemorativo, realizado pelo Rancho Folclórico Típico Madeirense, reuniu a comunidade luso-brasileira (especialmente a madeirense)

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