Neste sábado em Santarém, o Presidente da República afirmou estar “naturalmente preocupado” com a evolução da situação internacional e com o impacto das tempestades, e assegurou que o Governo tem vindo a aprovar “os apoios necessários em cada momento” para famílias e empresas.
Em declarações aos jornalistas, após a Cerimônia de Apresentação das Forças Armadas, António José Seguro sublinhou que tem acompanhado “com muita atenção” as consequências econômicas das condições meteorológicas adversas e do agravamento das tensões no Médio Oriente, reiterando que os efeitos se fazem sentir em áreas sensíveis da economia.
Segundo o Presidente, ao longo da última semana manteve “reuniões com a Autoridade da Concorrência e com o regulador do setor energético” para avaliar as subidas registadas “na energia e na alimentação”.
Nessa série de encontros, recebeu também a Liga dos Bombeiros, que o alertou para dificuldades no pagamento de combustíveis, nomeadamente no transporte de doentes.
“Tenho passado a semana inteira, para além das reuniões com o primeiro-ministro, a inteirar-me do impacto deste conflito”, referiu.
O Presidente apelou a que “se ponha fim ao conflito no Médio Oriente”, defendendo que todas as partes devem fazer “tudo o que está ao seu alcance para a paz”, sublinhando que a instabilidade internacional tem reflexos diretos na vida dos portugueses, sobretudo “nas famílias que vivem com mais dificuldades”.
Seguro reconheceu que, apesar de uma ligeira descida num dos combustíveis, a volatilidade continua a ser motivo de preocupação.
“Há muitas vezes uma subida como um foguetão e uma descida muito lenta, como uma pena”, afirmou, destacando o efeito direto que estes movimentos têm nos orçamentos das famílias, sobretudo as mais vulneráveis.
Sobre a atuação do Governo, Seguro afirmou que o primeiro-ministro lhe tem garantido que os apoios são definidos “em cada momento”, reiterando confiança na resposta às necessidades sociais e económicas provocadas tanto pela situação meteorológica como pelo contexto externo.
António José Seguro adiantou ainda que no primeiro mês de mandato promulgou diversos decretos, garantindo que a Presidência da República se encontra em “plena atividade”.
“Estamos em plena atividade. A Presidência da República está, nestas primeiras semanas de mandato, a fazer aquilo que se lhe exige”, concluiu.
Religião
Também no domingo, Seguro reprovou o impedimento imposto pelas autoridades israelitas ao Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, de celebrar a missa de Domingo de Ramos no Santo Sepulcro.
A polícia israelita impediu hoje o Patriarca Latino de Jerusalém e o padre da Igreja do Santo Sepulcro de entrarem naquele local sagrado para celebrarem a missa do Domingo de Ramos, “pela primeira vez em séculos”, revelou o Patriarcado Latino.
De acordo com o chefe de Estado português, “trata-se de um facto que atinge a comunidade cristã local e também o princípio universal da liberdade religiosa, pilar essencial das sociedades democráticas e consagrado no direito internacional”.
Para as autoridades religiosas, este impedimento “constitui um grave precedente” e “demonstra uma falta de consideração pela sensibilidade de milhares de milhões de pessoas em todo o mundo que, nesta semana, voltam o olhar para Jerusalém”.
O Governo israelita explicou que a decisão foi tomada por motivos de segurança, devido às restrições impostas pelo exército como medida de precaução face a possíveis ataques iranianos.
O acontecimento está a ser contestado por vários países.
A contestação italiana foi liderada pela primeira-ministra do país, Giorgia Meloni, que manifestou a sua condenação inequívoca.
A primeira reação internacional fora da Itália veio do presidente francês Emmanuel Macron, que também se juntou à condenação de Roma.
A Jordânia também rejeitou o ocorrido, que classificou como “uma violação flagrante do direito internacional, do direito internacional humanitário […] e uma violação da liberdade de acesso irrestrito aos locais de culto”.
Também Espanha e Brasil repudiaram o impedimento.
O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, considerou igualmente hoje um “lamentável abuso de poder” que a polícia israelita tenha impedido o Patriarca Latino de Jerusalém de entrar no local sagrado para celebrar a missa do Domingo de Ramos.




