Mau tempo em Portugal: Dois mortos, cinco deslocados e 918 ocorrências nesta manhã

Chuvas fortes e inundações devido à passagem da depressão Claudia, em Setúbal, 13 de novembro de 2025. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu um novo aviso vermelho para o distrito de Santarém, que se junta ao de Setúbal, que estarão em vigor até às 10:00 de hoje devido à chuva. RUI MINDERICO/LUSA

Atualizado 19h

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registrou até às 11:00 de hoje dois mortos, cinco pessoas deslocadas de duas habitações inundadas e 918 ocorrências, enquanto 13 mil clientes continuavam sem energia elétrica.

Em declarações à Lusa, José Costa, da ANEPC, afirmou que duas pessoas morreram em Fernão Ferro, no Seixal, distrito de Setúbal, devido à inundação de uma habitação, e que cinco pessoas foram deslocadas de duas habitações inundadas em Alferrarede, Abrantes.

No total, até às 11:00, foram registadas em Portugal 918 ocorrências, das quais 594 foram inundações e 140 foram quedas de árvore, acrescentou.

A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a mais afetada pela depressão Cláudia, com 540 ocorrências.

Na região Centro foram contabilizadas 263 ocorrências. No Norte registaram-se 66 ocorrências, no Alentejo 19 e no Algarve 31, de acordo com a ANEPC.

Pelas 10:30, a E-REDES contabilizava 13 mil clientes afetados pela falha de energia elétrica, sobretudo nos distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal, segundo fonte oficial da empresa.

Ao início da manhã de hoje havia cerca de 20 mil clientes sem abastecimento de energia elétrica nos distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal, de acordo com a E-REDES.

A depressão Cláudia afeta desde quarta-feira Portugal continental e o arquipélago da Madeira com chuva, vento e agitação marítima fortes, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Nos distritos de Santarém e Setúbal, o IPMA emitiu um aviso vermelho, o mais grave, de chuva por vezes forte e persistente até às 10:00 de hoje.

Nos distritos de Portalegre, Évora e Beja, o aviso laranja vai estar em vigor até às 12:00, devido à “precipitação, por vezes forte e persistente”.

Em Faro o aviso laranja estende-se até às 15:00 de hoje. O resto do continente e o arquipélago da Madeira estão hoje sob aviso Amarelo.

O aviso vermelho é o mais grave e é emitido sempre que existem situações extremas, já o laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe “situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo, quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe “situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo, quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

No norte do país, a circulação ferroviária na Linha do Norte entre o Entroncamento e Riachos (Torres Novas), que estava hoje interrompida devido a um problema na sinalização provocado pelo mau tempo, foi retomada pelas 12:30, informou a CP – Comboios de Portugal.

Segundo a empresa, apesar da reposição do serviço nestes concelhos do distrito de Santarém, registam-se “atrasos significativos”.

O mau tempo obrigou também a suspender pelas 11:30 a circulação na Linha do Oeste, entre Louriçal (Pombal, distrito de Leiria) e Amieira (Soure, distrito de Coimbra), devido a um aluimento de terras provocado pelo mau tempo.

Segundo a Infraestruturas de Portugal (IP), pelas 12:15 estava a caminho a maquinaria necessária para uma intervenção no local.

A Linha do Oeste é um troço ferroviário que liga a estação de Agualva-Cacém, na Linha de Sintra, à estação de Figueira da Foz.

O mau tempo que se faz sentir provocou também um abatimento de via e condicionou a circulação ferroviária entre o Pinhal Novo e Poceirão, na Linha do Alentejo.

Ao final do dia, Portugal continental registou, até às 17:00 de hoje, 1.874 ocorrências devido ao mau tempo, que resultaram em duas mortes, um ferido ligeiro e quatro pessoas desalojadas,sendo as sub-regiões mais afetadas a Península de Setúbal, com 498 ocorrências, a Grande Lisboa, com 184, e a Lezíria do Tejo, com 151.

Entre as principais tipologias de ocorrências destacam-se 1.111 inundações, 311 quedas de árvores, 190 limpezas de vias, 130 quedas de estruturas e 121 movimentos de massa.

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