Letícia Ferreira estreia produção própria com o show “A Sina de Ser Fadista”

Por Odair Sene

A fadista e cantadeira Letícia Ferreira vem se destacando no universo artístico do fado como uma revelação da música portuguesa difundida no Brasil.
Letícia surgiu neste meio cantando fados numa participação especial que fez numa “Noite de Fados” na Casa de Portugal de São Paulo, quando foi ‘notada’ pelo diretor de folclore Sr. Ernesto Lemos, que a levou para o Grupo Folclórico da entidade, onde se tornou a cantadeira oficial do grupo, como componente deste, que é um dos grupos mais atuantes da comunidade luso brasileira.

Letícia se firmou neste meio e logo se destacou na carreira – sempre seguida por músicos de ponta como Sérgio Borges e Wallace Oliveira entre outros, até fortalecer uma imagem artística qualificada e bastante requisitada, primeiro em São Paulo, depois ganhou espaço nas cidades do litoral paulista, interior e em outros Estados como Rio, Fortaleza e Recife.

Após centenas de apresentações, parcerias em shows, viagens, contatos com fadistas em Portugal, e muitas promoções culturais, chegou o dia 23 de julho deste ano, quando a cantora recebeu amigos e convidados no Teatro Arthur Azevedo, na Mooca, e público convidado nas redes sociais da fadista: “para celebrarmos juntos o meu mês, a música, o fado”, marcando assim o dia da estréia da produção própria de Letícia Ferreira, com seu show “A Sina de Ser Fadista” – num projeto também pioneiro da Produtora Fado & Folclore, que atua na promoção do melhor da cultura portuguesa no Brasil.

O evento artístico teve as interpretações dos grandes clássicos do Fado, além de momentos emocionantes preparados especialmente para o público. Com participações super valorizadas pela Letícia, como Glória de Lourdes, Ciça Marinho, do músico Francisco Fernandes (Chiquinho) e ainda dois pares componentes do G.F. da Casa de Portugal SP.

“Esperar no tempo é confiar na sabedoria do universo, enquanto cantar o que há na alma é honrar a verdade que vive dentro de nós”, disse Letícia sobre a fase especial que vive na condição de artista já reconhecida pelo público luso brasileiro. “Foi uma alegria imensa ter feito a produção do: ‘A Sina de Ser Fadista’. Muitos desafios, mas cada detalhezinho valeu a pena! Ainda estou sem acreditar”, referiu a fadista que conta com apoio do Mundo Lusíada.

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