Para os diretores da peça, demorou muito para ela ser reconhecida como uma das grandes poetisas que Portugal já teve. O espetáculo não se trata de uma biografia segundo os seus organizadores, mas uma tentativa de compreender o que representa a sua história.
O Botija nasceu em 2004, aprofundando-se no estudo teatral. Após receber o texto de Alcides Nogueira, de Florbela Espanca, o grupo seguiu com um estudo de seis meses para conhecer toda a obra e biografia da poetisa.
Nas suas atividades, também inclui apresentações da peça em escolas públicas, segundo a direção do Botija. “Acreditamos que somente através de um refinamento cultural se é possível melhorar o ser humano e por extensão, a sociedade. É notória a falta de oportunidade, das classes menos favorecidas, ao acesso a um evento cultural de boa qualidade, e como o teatro tem em sua essência um dever sócio-cultural, colocamos nossa boa vontade a serviço do social” diz Maciel Oliveira.

Seus encontros e desencontros possibilita penetrar na psique de uma pessoa desesperada em busca do amor. A sua poesia é uma forma de se expressar a triste condição de sua alma.
Apesar de viver em intensa depressão, e do seu suicídio, ela é vista como iluminada e profunda, “uma luz interior que se espraia pelo Portugal de então, pelo resto do mundo de hoje” diz o escritor Alcides Nogueira.
Florbela Espanca Autor – Alcides Nogueira Diretor – Fábio René Produção e elenco – Grupo botija
02/JUN a 02/JUL/2006 Sex 21h00 Sab 21h00 Dom 19h00 TBC Sala ARENA – Rua Major Diogo 315 (próximo ao Metrô Anhangabaú) Ingressos – 20,00 Faixa etária – 12 anos Informações (11) 3104-5523




