
Por Vanessa Sene
No dia 23 de agosto, foi realizado mais uma edição do festival de folclore na Casa de Portugal de São Paulo. A entrada, que pedia 2 kg de alimentos não perecíveis destinados à Provedoria da Comunidade Portuguesa de SP, arrecadou nesta noite meia tonelada de doações.
Segundo o diretor do grupo folclórico da casa, este foi um meio festival, com a participação de três grupos folclóricos, para “não cansar muito o público”. Além do grupo da casa, se apresentaram o Rancho Folclórico do Arouca São Paulo Clube, e a Cia. Balalayka de Danças e Folclore da Rússia, pela primeira vez na entidade.
“Pelo menos uma vez no ano, nestas festas de folclore nós procuramos ajudar a Provedoria, com entrada franca, para doarmos”, diz o diretor de folclore Ernesto Lemos que esperava por um público de 400 pessoas.
Com relação ao Grupo Folclórico da casa, Ernesto Lemos disse que estão abertos a receber novos componentes. “Como sempre, nunca deixamos de receber novos componentes, mas agora realmente aguardamos novos integrantes para aprenderem a dançar e a cantar” diz o diretor que está atualmente com 35 componentes.
A noite trouxe uma apresentação mais rápida de todos os grupos. Abriu o palco os donos da casa, dançando de norte a sul de Portugal, seguido pelo folclore de Arouca numa bela apresentação, e terminando as apresentações com o folclore russo que empolgou o público.

Vera Maria, coordenadora geral da Cia. Balalayka e coreógrafo Daniel Petrika Pasicznik, diretor de palco, falaram com o Mundo Lusíada sobre este trabalho. Segundo eles, o grupo procura trazer o mais autêntico folclore russo, que tem pouca divulgação dessa cultura no Brasil.
“Nós procuramos apresentar várias regiões da Rússia durante a nossa apresentação, temos danças tradicionais nas capitais, e temos danças de aldeia. Hoje em dia na Rússia existem poucos representantes do folclore russo” diz Daniel completando que o apoio cultural atualmente é pouco. “Nosso Cônsul diz que representamos melhor aqui em São Paulo o folclore russo do que se tem por lá, dado que lá existe uma companhia que explora mais o balé clássico”.
No Brasil, são poucos os grupos russos existentes, sendo uma representação do folclore muito menor do que no passado. E a Cia. Balalayka tenta representar esta cultura de Leste a Oeste da Rússia. “Nossa apresentação é uma viagem, como pegar o [trem] transiberiano, atravessamos muitas partes da Rússia e vemos muitas culturas diferentes” diz o ensaiador que conta com um grupo de 28 integrantes, a minoria com descendência russa.





