A campanha ‘Emigrante Chama’ vai decorrer este fim de semana, anunciou hoje a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), que pretende sensibilizar os emigrantes que regressam a Portugal para comportamentos de risco.
Num contexto de temperaturas elevadas e de registo de vários incêndios por todo o país, a AGIF quer, além de alertar para comportamentos de risco em espaço rural, “promover a adoção de medidas de autoproteção e respeito pelas regras em vigor”, lê-se no comunicado enviado hoje às redações.
Nesta campanha, que decorre nos dias 2 e 3 de agosto, fim de semana em que é esperado um aumento significativo na chegada de emigrantes por via terrestre e aérea, as ações de proximidade serão feitas pela GNR e, nos pontos de chegada – fronteira de Vilar Formoso e aeroportos de Lisboa, Porto e Faro -, os emigrantes “serão recebidos com mensagens visuais de alerta e materiais informativos”.
Na nota enviada hoje pela AGIF, esta agência sublinha a importância de evitar o uso do fogo em dias de perigo muito elevado ou máximo, de não atirar beatas, de não utilizar máquinas em zonas rurais e de não fazer queimadas, nem lançar foguetes ou fogo de artifício. “É essencial que cada um de nós reduza ao mínimo os comportamentos de risco”, lê-se no comunicado.
Além dos alertas que serão feitos aos portugueses que regressam a Portugal durante o período de férias, esta ação pretende também “consciencializar os turistas que visitam Portugal para a importância do conhecimento de medidas de autoproteção, individuais e coletivas, durante a realização de atividades de turismo e lazer”.
Situação
Neste 01 agosto, a Proteção Civil considerou a “situação muito mais estável” em termos de incêndios rurais em Portugal continental, destacando os fogos de Ponte da Barca, Vila Verde e Moimenta da Beira como os mais preocupantes.
Segundo o comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, Mário Silvestre, a redução do número de incêndios durante a noite permitiu ter durante o dia de hoje uma “situação muito mais estável”.
O responsável disse que, no caso do fogo de Ponte da Barca, que atinge área do Parque Nacional Peneda-Gerês e hoje estabilizou, vai ser preciso mais uma semana para realizar trabalhos de consolidação e vigilância devido às condições do terreno, que é “extremamente acidentado” e onde “as equipas” de bombeiros “têm muita dificuldade em progredir”.
De acordo com a ANEPC, às 17:00 de hoje, havia 61 incêndios ativos e 53 em fase de resolução ou conclusão.
Hoje, três bombeiros e um técnico do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas ficaram feridos. Sete pessoas foram transportadas para o hospital, mas já tiveram alta.
O comandante nacional de Emergência e Proteção Civil exortou as pessoas a contribuírem para “o desígnio da defesa da floresta” quando as previsões meteorológicas apontam para o agravamento do calor a partir de domingo.




