Em SP, Montenegro encontrou-se com presidente da Embraer e vice-presidente do Brasil

O primeiro-ministro Luís Montenegro (D) cumprimenta o vice-Presidente da República Federativa do Brasil, Geraldo Alckmin (C), durante o Forum Empresarial Brasil-Portugal, em São Paulo, ao lado do presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, 20 de fevereiro de 2025. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Segundo fonte do gabinete do primeiro-ministro, este encontro, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), teve como objetivo “abordar oportunidades de cooperação e de investimento económico em setores estratégicos para os dois países”.

Estiveram também presentes o presidente da FIESP, Josué Gomes da Silva, e os ministros portugueses de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, da Defesa Nacional, Nuno Melo, e da Economia, Pedro Reis.

Ao relacionar razões para que o empresário brasileiro possa se voltar ao país europeu, o primeiro-ministro afirmou se tratar de um lugar com estabilidade política, financeira e onde o governo quer promover a criação da riqueza. No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal cresceu 1,9%, mais de duas vezes a média do crescimento registrado pela União Europeia.

“A palavra-chave que escolhemos para este ano é investimento”, disse. Regras claras, menos burocracia e menos complexidade, reciprocidade em relação às taxas alfandegárias foram outras vantagens apontadas por Montenegro. Já Geraldo Alckmin, em sua fala, enalteceu os laços entre os países e a cooperação em diversas áreas.

“Não existem dois países mais unidos por laços de amizade, familiares e culturais do que Brasil e Portugal. Um país com uma economia que se destaca entre as da União Europeia e que deu todo o apoio para a concretização do acordo entre os blocos”, disse Josué, referindo-se ao acordo entre Mercosul e União Europeia.

O vice-presidente do Brasil e ministro do Desenvolvimento, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, também participou nessa cimeira, em que Portugal esteve representado pelo primeiro-ministro e por 11 dos 17 ministros do Governo PSD/CDS-PP.

Em dezembro do ano passado passado, a Embraer anunciou a criação de uma subsidiária em Portugal, focada em atividades de defesa e segurança para a Europa.

Também em dezembro, a empresa brasileira de aeronáutica assinou um acordo para a venda de 12 aviões A-29 Super Tucano à Força Aérea Portuguesa, o primeiro modelo desta aeronave adaptado aos sistemas de comunicações da NATO e outros requisitos operacionais.

Em Portugal, a Embraer mantém-se acionista maioritária da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, em Alverca, com 65% do capital.

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