O ministro da Economia e Coesão Territorial, Castro Almeida, afirmou hoje que Portugal tem o “ativo econômico” da segurança que atrai turistas para Portugal num contexto de guerra que regressou à Europa.
“É por isso que a segurança é também um ativo económico, não aparece na fatura de um hotel, não consta de um menu ou restaurante, mas está presente quando uma família escolhe um destino”, disse o governante na oitava Cimeira do Turismo, promovida pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP), que decorre em Lisboa.
Castro Almeida referiu que, para além de um hotel ou de uma cidade, quem viaja escolhe também a segurança que um país oferece.
“O que escolhe realmente uma pessoa quando decide viajar para Portugal? Escolhe um hotel, uma cidade, uma praia ou uma paisagem, mas escolhe também aquilo que pensa saber sobre o país, a confiança que Portugal lhe inspira, a segurança que espera encontrar”, afirmou.
“A guerra regressou à Europa, assistimos a conflitos de outras regiões, a tensões comerciais, alterações de rotas e períodos de grande incerteza internacional, naturalmente, tudo isto influencia as decisões de quem viaja”, acrescentou o ministro.
O governante destacou que Portugal tem uma vantagem face a outros destinos, com a cultura de segurança que o país construiu, os locais históricos, as paisagens e as praias, contudo o governante ressalvou que as vantagens demoram décadas a construir-se e perdem-se com muita facilidade.
“Portugal tem aqui uma vantagem verdadeiramente extraordinária, e devemos ter a consciência de que vantagens como esta levam décadas a construir e podem perder-se muito mais depressa”, referiu.
Relativamente à tecnologia, Castro Almeida destacou-a no seu discurso, afirmando que esta terá um papel determinante no setor, contudo lembrou que quanto mais tecnologia existir “maior será o valor daquilo que a tecnologia não consegue substituir”.
“A tecnologia terá aqui um papel determinante, a inteligência artificial (IA) e a utilização de dados vão alterar a forma como as empresas conhecem os seus clientes, antecipam a procura, organizam recursos e prestam serviços, no turismo existe, porém, uma particularidade que devemos compreender, quanto mais tecnologia tivermos, maior será o valor daquilo que a tecnologia não consegue substituir”, asseverou.
O ministro referia-se à “capacidade de receber”, ao “conhecimento do território” e à “atenção dada a uma pessoa, a hospitalidade em suma”.
“A tecnologia deve tornar o turismo português mais produtivo, mas não deve torná-lo menos humano”, acrescentou.
A CTP realiza hoje a VIII Cimeira do Turismo Português, assinalando o Dia Mundial do Turismo, que se comemorou no domingo, um evento que tem como tema principal ‘Portugal e Turismo uma Relação de Crescimento’.



