Empresa angolana investe em realidade virtual do Brasil para se expandir

Da Redação

Presente no mundo dos games, da publicidade, da cultura, da medicina, entre inúmeros outros setores, a realidade virtual (VR) é uma tecnologia que está, cada vez mais, se expandindo pelos cinco continentes, como prova de que a experiência imersiva no mundo digital, envolvendo os nossos sentidos, há tempos deixou de ser algo do futuro para se tornar algo do presente. E não se trata de um recurso utilizado apenas pelas maiores potências mundiais, mas, por todos aqueles países que possuem visão e estão cientes do quão fundamental é acompanhar as tendências do mundo.

Na Angola, por exemplo, a SODIBA, Sociedade de Distribuição de Bebidas de Angola, está investindo na realidade virtual como forma de intensificar a expansão dos seus negócios para além da África. A empresa é produtora e distribuidora de duas cervejas: a Sagres, bebida portuguesa fabricada pela SODIBA e distribuída em todo o continente africano, e a Luandina, bebida própria da empresa, em referência a capital da Angola, Luanda, onde está situada a sua fábrica. Atualmente, além do continente africano, a produtora exporta produtos para a China e Portugal.

Ciente da relevância de tornar a sua marca conhecida de forma inovadora e com o desejo de aumentar a exportação de Luandina para o mercado chinês, a produtora angolana procurou o empresário Fabio Costa, CEO da Agência Casa Mais, em São Paulo, pioneira em realidade virtual no Brasil, para produzir vídeos com a tecnologia que permitam aos usuários conhecer a fábrica da SODIBA sem, realmente, estar dentro dela.

“Fomos procurados pela empresa para produzir vídeos em VR que serão utilizados, principalmente, para serem apresentados na Feira CIIE – China International Import Expo, que acontecerá nos dias 5 a 10 de novembro de 2019 em Xangai. Segundo Costa, o uso da tecnologia é fundamental em casos como esse por proporcionar uma aproximação da realidade apresentada, facilitando o seu conhecimento e o possível fechamento de parcerias, por exemplo: “Se eu quero abrir fronteiras para o meu negócio, eu preciso apresentá-lo ao mundo. Assim, nada melhor do que fazê-lo por meio de uma experiência imersiva que permitirá as pessoas vivenciarem uma situação como se, realmente, estivessem ali e conhecer mais detalhes que, muitas vezes, não ficariam totalmente claros num diálogo ou, até mesmo, em imagens estáticas”, afirma.

Assim que foi chamado pela SODIBA, o empresário conta que viajou para Angola, juntamente com sua equipe da Agência Casa Mais, para desenvolver os vídeos, que mostrarão aos interessados toda a estrutura da fábrica da Luandina. “Graças ao trabalho que realizamos, será possível, por meio dos óculos de realidade virtual, visitar a fábrica, ver o seu funcionamento, conhecer o processo de fabricação e distribuição da cerveja, entre outras atividades; experiências essenciais para atrair os investidores”, ressalta Costa.

De acordo com o CEO, este é o primeiro trabalho internacional realizado pela Agência Casa Mais, que iniciou seus trabalhos em 2012 produzindo vídeos em 360 graus em festas de casamento, bailes de formatura, entre outros eventos, e hoje atende as maiores multinacionais do Brasil, oferecendo serviços que utilizam a realidade virtual e aumentada. “Eu fiquei muito feliz ao ser procurado pela SODIBA, pois isto é sinal do quanto a Agência está crescendo e ganhando notoriedade não apenas no Brasil, onde já somos referência, como no exterior. Além disso, foi gratificante contribuir com as estratégias de expansão de uma empresa, cujo país foi tão assolado pela guerra civil, inclusive, economicamente, e hoje vem recuperando sua economia, gradativamente”, diz.

A guerra civil angolana teve início no ano de 1975, quando o país deixou de ser uma colônia portuguesa e se tornou independente. A partir de então, diversos grupos passaram a disputar a hegemonia de Angola, associados a grupos de interesses internacionais, gerando um dos confrontos mais sangrentos do país, que perdurou por quase 30 anos, levando a nação a ser considerada uma das mais pobres do mundo.

Hoje, a economia angolana vem crescendo, graças, principalmente, às exportações de petróleo e diamante. Segundo o Ministério das Finanças de Angola, o crescimento econômico do país, em 2019, é de 0.4% e a estimativa é de que cresça a médio prazo cerca de 3% nos próximos dois anos. Ainda de acordo com o Ministério, o país passou por uma recessão entre 2016 e 2018 devido, justamente, à queda na produção petrolífera.

A atitude de empresas como a SODIBA, portanto, de abrir fronteiras de modo inovador, só tende a ser benéfica para Angola. A produtora aposta no setor de bebidas para promover a diversificação da economia angolana, ao contribuir para o crescimento da indústria nacional e para a redução da necessidade de importação de bebidas, além de gerar empregos e investir na capacitação de seus colaboradores. “Em breve, a fabricante pretende se expandir para a Europa e América, incluindo o Brasil, e se depender de recursos como a realidade virtual, só terá a ganhar”, conclui Costa.

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