>>> “Não é só vender um show, é muito mais que isso, (…) mais do que divulgar as canções do Roberto Leal, é não parar de trazer Portugal para o Brasil, esse é o intuito e isso que a gente vai fazer” – Rodrigo Leal.
Mundo Lusíada
Em 30 de novembro, o ótimo público presente na Casa de Portugal de São Paulo viveu uma noite especial, com show de Rodrigo Leal, um tributo a Roberto Leal. Com casa cheia e grande produção, o evento lotou a casa e emocionou.
Ao Mundo Lusíada, Rodrigo Leal disse que o projeto do tributo ao seu pai, falecido em 2019, já andou por alguns palcos. “Era uma vontade que tínhamos de levar esse tributo para onde pudéssemos levar. Aqui em São Paulo, as coisas ficam mais facilitadas por questão da logística, mas a intenção é não ficar por aqui” comentou.
Segundo o artista Rodrigo Leal, já surgiram convites para levar o show no ano que vem para Rio de Janeiro, Maranhão, Recife, Espírito Santo. “Começar a levar esse tributo para fora de São Paulo era meu desejo, levar aonde puder, desde o início eu sempre disse que isso é uma saudação, não é só vender um show, é muito mais que isso, é uma alegria e não se perder o bom vício de se manter as festas que o pai fazia, foi o que prometi para ele. Mais do que divulgar as canções do Roberto Leal, é não parar de trazer Portugal para o Brasil, esse é o intuito e isso que a gente vai fazer”.
Os dois primeiros shows realizados na Casa de Portugal foram com a banda que se apresentou em Portugal. Este ano, o projeto reuniu a banda que já tocava no Brasil sempre com Roberto Leal, é o primeiro ano com toda equipe do Brasil.
“É a terceira vez que a gente vem no mesmo lugar, e o repertório do meu pai é uma ‘encrenca’, no bom sentido, porque num alinhamento de 20 músicas, fica sempre uma para fora”, brincou o cantor.
“Então tentei mudar algumas músicas, desde a última vez que vim aqui, temos um show especial hoje com amigos como: Sérgio Reis, Sula Miranda, Padre Antonio Maria, Dalvan que já vão cantar músicas que estavam fora do repertório”, contou ele antes da apresentação, citando por exemplo Sérgio Reis que apresentou uma música que a banda nunca tocou, “Panela Velha”, uma canção que Roberto Leal já gravou, ou com “Como é linda minha aldeia”, com Dalvan, um momento que Rodrigo pretendia “conseguir não chorar”.
“A última vez que meu pai cantou com Dalvan tem quase 40 anos, então vai ser uma emoção muito grande”.
A Casa de Portugal também é especial nessa história, sendo o “último destino que meu pai teve” citou Rodrigo lembrando que o cortejo fúnebre saiu lá da Casa. “Eu tento não me basear nisso nesse detalhe, eu fico com as dezenas de vezes que vim aqui desde criança acompanhando meu pai, é a casa com certeza mais emblemática para mim aqui em São Paulo. Quantos shows meu pai fez aqui, quantos shows eu fiz aqui com ele, quantas vezes vim garoto nesse mesmo camarim, então tem sim um sentimento muito especial. Aliás as casas portuguesas todas, o Arouca, o Gebelinense, lugares que meu pai esteve tantas vezes, mas aqui tem um sabor diferente porque é a casa de toda gente”, referiu ele exclusivo para o Mundo Lusíada.
Rodrigo Leal esteve acompanhado no palco pelos músicos: Renan bateria, Paulo contrabaixo, Jonathan acordeom, Chiquinho no teclado e acordeom, e o ‘Gigante’ na guitarra, a Tina e a Mayra Leal (filha de Rodrigo Leal) no backing vocal.




