Universidade de Évora “ganha” Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes

Universidade Évora. NUNO VEIGA / LUSA

O reitor da Universidade de Évora considerou hoje fundamental o Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes (CLAIM) criado na instituição, com mais de 600 alunos internacionais e investigadores e docentes de mais de 80 países.

“É extremamente importante [e] fundamental que uma instituição como a Universidade de Évora (UÉvora), multicultural e que tem mais de 600 alunos internacionais, além de investigadores e docentes de mais de 80 países, possa acolher estas pessoas para que se possam integrar de uma forma plena” na academia e na cidade, destacou o reitor, António Candeias.

Em declarações aos jornalistas, à margem da assinatura do protocolo de colaboração com a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) para operacionalizar o novo CLAIM, o reitor precisou que, dos aproximadamente 10.000 estudantes da UÉvora, perto de 650 são alunos internacionais, “dos quais cerca de 600 são de fora da União Europeia”.

“Depois, temos muitos investigadores estrangeiros, alguns docentes também estrangeiros, funcionários estrangeiros e, por isso, cada vez mais se justifica podermos dar este serviço e este apoio a esta comunidade, que é cada vez maior e cada vez mais presente”, afiançou.

Também presente na cerimónia de hoje, o presidente da AIMA, Pedro Portugal Gaspar, referiu que “o principal” deste gabinete do CLAIM na universidade alentejana vai ser “o apoio à regularização e à dinâmica documental dos estudantes, mas também dos docentes estrangeiros”.

Os alunos vão ter “um grande peso”, até porque são mais, mas “é importante não perder de vista que estes CLAIM poderão contribuir para a atração de talento a nível universitário”, no que respeita a investigadores e docentes, lembrou.

O CLAIM nas universidades, como é o caso do de Évora, pode contribuir para “atrair professores de curta duração, para mestrados de curta duração, cursos de especialização ou mesmo cadeiras de ano letivo”.

“Em alguns países, há alguma oscilação também da tranquilidade universitária e pode ser uma oportunidade, naturalmente, para o desenvolvimento do país e, aí, estes CLAIM poderão dar um contributo significativo, ao agilizar também estes processos na componente da docência universitária”, vincou.

O novo espaço de atendimento e apoio dirigido de migrantes da UÉvora, projeto lançado pela anterior reitoria, vai servir, para já, a comunidade educativa estrangeira, mas, futuramente, o seu alcance poderá ser ampliado, segundo o reitor.

“O objetivo é, também com a autarquia e com outras entidades, designadamente a Santa Casa da Misericórdia, podermos alargar o apoio que damos também à comunidade migrante que se encontra em Évora e, obviamente, na região”, indicou António Candeias.

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