Em setembro, o Palaphita Cascais transforma-se num dos palcos da música brasileira em Portugal. Nos dias 5 e 6, o espaço da Casa da Guia recebe a primeira edição portuguesa do Brazilian Jazz Festival, com concertos gratuitos e vista para o Atlântico, desde a tarde até à noite.
O festival reúne artistas de diferentes gerações e percorre várias linguagens da música brasileira, da MPB ao jazz instrumental, passando pelo fusion e por outros ritmos. Ao longo dos dois dias, os concertos ocupam os diferentes ambientes do Palaphita, num encontro entre música, natureza e gastronomia.
“Receber músicos de diferentes gerações e estilos é muito especial para nós. O Palaphita tem uma ligação muito forte à cultura brasileira e queremos que o espaço seja também um lugar onde essa cultura possa ser descoberta e vivida em Portugal”, afirma Mário de Andrade, fundador do Palaphita.
No sábado, 5 de setembro, sobem ao palco Belle Blue, Rodrigo Augusto, Micheline Cardoso, Udi e os Alquimistas de Jorge, com um tributo a Jorge Ben Jor, e Bahiana Beat. O primeiro dia inclui ainda atuações de DJs ao longo do evento.
No domingo, 6 de setembro, o festival dedica especial atenção ao jazz instrumental, com concertos de Márcio Diniz Quartet, Walter Areia Quartet, BR Duo Jazz e Ciro Cruz. O encerramento fica a cargo do DJ Levy Gasparian.
Além dos concertos, o Palaphita acolhe outras experiências ligadas à formação e ao contacto com a música. A proposta é que, durante dois dias, os diferentes ambientes do espaço façam parte de um encontro que vá além do palco principal.
“A ideia é que o Palaphita seja cada vez mais um ponto de encontro entre Brasil e Portugal também através da música. Abrir as portas para que o público possa conhecer diferentes artistas e a diversidade da música brasileira é exatamente o tipo de experiência que queremos criar aqui”, conclui Mário de Andrade.
SOBRE O PALAPHITA
O nome Palaphita tem origem em um dos sistemas construtivos utilizados na Amazónia, uma habitação construída sobre troncos ou pilares. Esse tipo de construção é comum em áreas alagadiças, pois deixa a casa em uma altura que a água não a alcança, tornando-se volátil às intempéries. Versátil, adaptável e diferenciado, assim como o restaurante Palaphita.
Nascido do inconfundível verde brasileiro, o restaurante é um eco-lounge gastronómico, atualmente localizado em Cascais. O Palaphita cultiva as suas raízes amazónicas também na ementa e no ambiente. Uma essência única e pronta para ser partilhada e crescer noutras terras. Enaltecendo as suas raízes em qualquer lugar do mundo.
Desde a sua criação no Rio de Janeiro, em 2004, o Palaphita Kitch, na Lagoa Rodrigo de Freitas, buscou levar experiências de elevado valor gastronômico, apoiadas na fusão entre a cultura alimentar, os produtos amazónicos e hábitos locais, além de proporcionar ótimos pratos e drinks.
Depois da criação da primeira unidade, foi construído o Palaphita Gávea no Jockey Club Brasileiro, em 2013, e três anos depois, o Palaphita Galeão, para receber os Jogos Olímpicos de 2016. Todos localizados na Cidade Maravilhosa.
No ano de 2020, os sócios cruzaram fronteiras, atravessaram o Oceano Atlântico e atracaram em Cascais, Portugal. Hoje contam com duas operações abertas: na área restrita do embarque internacional do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e o Palaphita Cascais, em Portugal.
Em ambos os espaços, o Palaphita proporciona uma atmosfera primitiva e exclusiva, integrada organicamente ao local escolhido. Além da experiência gastronómica e visual de excelência para os seus clientes, o restaurante destaca-se pelo uso de fibras renováveis, materiais descartáveis biodegradáveis e compostáveis, materiais de limpeza biodegradáveis e de menor impacto ambiental. Sempre visando a regeneração.
Arquitetura e Regeneração:
O conceito de decoração do Palaphita baseia-se em uma arquitetura efêmera e que tem como base construções transitórias que podem modificar-se de acordo com o ambiente e o entorno natural, que se movimentam de acordo com a disponibilidade de matérias e as intempéries de cada lugar. Onde a natureza dita as regras do layout e da espacialidade gerada para o programa de necessidades deste eco-lounge. O ambiente no Palaphita é usualmente estruturado em espaço aberto, com bioarquitetura e ecodesign de reflorestamento, mobiliários e decorações à base de materiais naturais, de reflorestamento ou reuso abundantes na sua região.
“Há 20 anos, nos preocupávamos com a sustentabilidade, hoje o nosso grande guia é a regeneração do nosso espaço”, explica Mário de Andrade, que criou os móveis e cenários do Palaphita, sempre a buscar a harmonia com o meio-ambiente.
Sócios e Criadores:
Mário de Andrade Netto viveu na Amazônia até 1982, quando concluiu o secundário e mudou-se para o Rio de Janeiro, ingressando na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro com apenas 16 anos. Com espírito empreendedor, trancou a universidade para se arriscar no mundo dos negócios. Aos 18 anos, abriu em 1983, com a irmã Mônica, a primeira delicatessen do Rio de Janeiro, a Casa dos Sabores.
Nos anos 1990, viu que poderia ter uma carreira promissora ao montar banquetes completos, inaugurando um buffet e extinguindo a Casa dos Sabores. Passou longe dos buffets tradicionais que dominavam as recepções dos anos 80 e investiu em receitas mais sofisticadas, como antepastos, carpaccios e terrines – deu certo.
Andrade tornou-se a principal referência do mercado e, nas duas décadas seguintes, contabilizou mais de 40 mil banquetes, recepções, coquetéis, jantares, brunchs, pequenos-almoços, festas, etc para até 12.000 pessoas simultâneas, além de ter sido o catering oficial de eventos internacionais como a Fórmula Indy, o Mundial de MotoVelocidade, feiras, congressos, megashows e eventos nacionais que vão do Festival Folclórico de Parintins (por 15 anos consecutivos) aos mais íntimos jantares de socialites, personalidades e empresários.
SERVIÇO:
Brazilian Jazz Festival
Quando: 5 e 6 de setembro de 2026
Onde: Palaphita Cascais, Avenida Nossa Senhora do Cabo 101, 2750-374 Cascais
Entrada: Livre
PROGRAMAÇÃO:
5 de setembro, sábado
- 14h00 às 16h00 – DJ Levy Gasparian
- 16h00 às 16h45 – Banda Belle Blue, com o projeto Bossa’n Roll
- 17h15 às 18h00 – Rodrigo Augusto
- 18h30 às 19h15 – Micheline Cardoso
- 19h45 às 20h30 – Artista a definir
- 21h00 às 21h45 – Udi e os Alquimistas de Jorge, com tributo a Jorge Ben Jor
- 22h00 às 22h45 – Bahiana Beat
- 22h45 às 23h00 – DJ Levy Gasparian
6 de setembro, domingo
- 14h00 às 15h00 – Abertura com DJ
- 15h00 às 15h45 – Banda Belle Blue
- 16h00 às 16h45 – Márcio Diniz Quartet
- 17h00 às 17h45 – Walter Areia Quartet
- 18h00 às 18h45 – BR Duo Jazz
- 19h00 às 19h45 – Ciro Cruz
- 20h00 às 21h00 – DJ Erê



