Neste dia 02, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou a sua solidariedade às famílias das vítimas portuguesas do incêndio numa estância de esqui na Suiça que provocou pelo menos 40 mortes.
“Perante o conhecimento da existência de uma compatriota ferida e a possível ocorrência da morte de outra compatriota, o Presidente da República manifesta a sua solidariedade às suas famílias neste momento tão difícil”, escreve Marcelo Rebelo de Sousa numa mensagem publicada no portal da Presidência na Internet.
A cidadã portuguesa ferida no acidente na Suíça e a que está dada como desaparecida pela família são emigrantes, confirmou à Lusa o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas (SECP), que alertou que ainda há vítimas por identificar.
Emídio Sousa explicou à agência Lusa que a cidadã portuguesa ferida – que está internada no hospital suíço em Sion – é emigrante na Suíça, mas tem origens em Mirandela, na junta de freguesia de Vale de Telhas, no distrito de Bragança.
O incêndio mortal que devastou um bar na estação de esqui suíça de Crans-Montana, no cantão de Valais (sudoeste), causou, até ao momento, 40 mortes e 119 feridos.
Neste sábado, a polícia helvética anunciou a identificação das primeiras quatro vítimas. Trata-se de duas suíças, de 21 e 16 anos, e dois rapazes, de 18 e 16 anos, cujos restos mortais foram entregues às famílias, informaram as autoridades.
«As investigações e os procedimentos de identificação dos mortos e dos feridos continuam a decorrer», acrescentou a polícia do cantão de Valais.
Segundo avançou à agência Lusa o Ministério dos Negócios Estrangeiros português, uma mulher de nacionalidade portuguesa está entre os feridos do incêndio.
Uma emigrante portuguesa que tinha sido dada como ferida no fogo afinal não foi uma das vítimas da tragédia e estava no hospital de Sion devido a um “pequeno acidente doméstico”, confirmou à Lusa Emídio Sousa.
Segundo a explicação dada à Lusa pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas (SECP), após uma notícia avançada pelo Jornal de Notícias, a portuguesa de 40 anos, emigrada na Suíça, tinha sido contabilizada pelas autoridades helvéticas como estando entre as vítimas do incêndio mortal que devastou um bar na estação de esqui de Crans-Montana, no cantão de Valais (sudoeste).
“A cidadã portuguesa já teve alta hospitalar”, acrescentou o SECP.
Permanece desaparecida uma cidadã portuguesa, originária de Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro. Todavia, não se conhecem ainda os contornos do seu desaparecimento e se este está relacionado com o incêndio na estação de esqui.
Segundo Emídio Sousa, foi criada uma linha de apoio junto da embaixada e do consulado português na Suíça para que as pessoas que tivessem algum ente próximo desaparecido – familiar ou amigo – informassem o ministério dado que existem corpos por identificar e porque “muitas das vítimas estão internadas, mas não estão identificadas”.
O secretário de Estado salientou que Portugal está completamente disponível para “tudo o que seja necessário” e que confia que as autoridades suíças “estão à altura deste desafio”.




